sábado, 27 de julho de 2013

Serge Reggiani. canta "Le temps qui reste...."

"Combien de temps ai-je encore? Je veux rire, je veux chanter, désobéir... J'ai tant de choses à voir encore"..., diz Serge Reggiani na canção.

Marc Chagall, "O Circo"


Quanto vai durar o circo da vida? Que  importa o tempo que nos resta? Vamos aproveitá-lo: vamos rir, cantar, gritar, conhecer e "perder países, ser outro constantemente", fazer acrobacias, desobedecer, amar!

Chagall, "o Poeta e o Amor"


John Lurie, "viajar, perder países...", como dizia Pessoa



Tobeen, pintor-poeta e cubista francês



Chagall, "Acrobacias"...


Quando a orquestra deixar de tocar, dancemos ainda! VettrianoAcho que é um bom conselho...



Vettriano, "The singing butler"




Viver a vida, sem pensar quanto tempo temos à frente, a pensar que tudo é possível! 
A exigir ter ainda alguma coisa que valha a pena para viver!
E sem ceder à chantagem dos que governam e nos assustam e nos queriam impedir de viver...
Vamos seguir o exemplo destes dois? O que dizes, Isabel?


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ideias novas... Porque a vida pode ser melhor!



Por que não cozinhar coisas coloridas? E usar tigelas alentejanas?


Ou tornar a cozinha um lugar habitável? Pois é, já que por lá se passa tanto tempo da nossa vida, eu resolvi enfeitar a cozinha! 


Há muito tempo que o decidi e o meu material foi muitas vezes as folhas dos calendários que comprava sempre com pinturas de que gostava.



Claude Monet fez parte da minha escolha...Calendário comprado na Livraria Galileu de Cascais, já há uns anos.




No micro-ondas pus todas as recordações dos ímanes das várias terras por onde passo e passei.


Hoje apeteceu-me fotografar a minha cozinha! 

E como tive uma amiga, que veio de férias da Suíça onde trabalha (mais um português emigrado!) para o almoço, decidi fazer "la pasta"!


Uma das massas que se fazem de Verão, em Itália, é esta: "Penne alla mozzarella e basilico". 



Receita

1. Cortar 3 ou 4 tomates;
2. Cortar 3 mozzarelle aos quadrados;
3.Desfolhar um ramo de basilico bem fresco;
4. Deitar um bom fiozinho de azeite e um dente de alho picadinho;
5. Cozer a massa "al dente" (basta estar boa para mastigar, dizem os italianos);
6. Escorrer e misturar com tudo;
7. Enfeitar com raminhos de basilico.

Vou explicar melhor com imagens.












O Ratinho Poeta e o Ouricinho participaram da festa e da "criação", dando evidentemente muitas ideias!


o azeite é de Trás os Montes


maçãs portuguesas

cerejas da Gardunha...

a cozinheira...

os ajudantes e ...um café!


CHET BAKER Laura


Gene Tierney e Dana Andrews, no filme de Preminger, "Laura"


Keith Jarrett Trio - When You Wish Upon a Star





Lua na cidade




Luas...e eclipses



Lua de Maio, em eclipse

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Filmes de Verão e aventuras... "Geronimo", de Walter Hill




No Verão apetece-me ver filmes de aventuras. Talvez porque era o que acontecia na minha adolescência quando ia ao Cine-Parque  de Portalegre! 

Esperava-se que a noite caísse e muitas vezes a sessão começava depois das nove horas. Havia ao lado a barraca dos refrescos, das pevides, dos tremoços - à  falta dos popcorns de hoje.

À frente, mais perto do ecrã, as cadeiras de lona e o nosso lugar era nas mesas de ferro com as cadeirinhas pintadas de branco...
Mais atrás, ficavam as cadeiras de madeira desconfortáveis.

Por lá vi "O Ladrão de Bagdad" (ainda ninguém sonhava que haveria um Saddam por lá...), "O Leão de Damasco", "Robin dos Bosques", eu sei lá que mais... 

E tantos filmes de índios e cowboys. Do Roy Rogers, para começar...

Lia, por essa altura, Fenimer Cooper e O Último dos Mohicanos e os mohicanos, os cherokees, apaches, seminolas, eram parte da minha imaginação de miúda.

arapahos, numa reserva

Gravura de 1835, ataque dos Seminolas ao Forte

Este "Gerónimo" vi-o há pouco, em DVD claro. Gostei. Sofri uma vez mais com a sorte dos Apaches e fiquei contente por ver que havia alguns olhos azuis (clear eyes) que eram gente decente.


O realizador Walter Hill interessou-se pelos filmes de acção, e pelos westerns em especial.

Trabalhou como cenarista em muitos filmes de Sam Peckinpah, de Norman Jewison ou  de John Boorman e muitos outros. 

O filme tem actores de qualidade: Gene Hackman, Robert Duvall e o (ainda muito) jovem Matt Damon.

"Geronimo" é de 1993. Geronimo é o grande chefe dos Apaches, um mescalero-chiricahua a quem os Mexicanos (com quem luta durante anos) deram o nome de Geronimo mas que na sua língua seria Goyathlay. E Goyahkla, em inglês.

Um chiricahua

Pelo Arizona, Colorado, Novo México, Utah que são as regiões onde se vai combater a grande Guerra do Búfalo. O búfalo era o animal mais importante para o índio. 

Dele tiravam tudo o que necessitavam e a caça ao búfalo nas grandes pradarias do Oeste fazia parte essencial da vida desses povos: Apaches, Comanches, Kiowas, etc.

George Catlin, Caça ao búfalo


Mas a colonização americana avança, a necessidade de conquista de novas terras impõe-se e as guerras sucedem-se.

Geronimo

Geronimo nasce em 16 de Junho de 1829, em Gila River, e morre, prisioneiro, no Forte de Sill, no Ocklaoma, em 17 de Fevereiro de 1909. 

Gila River

Geronimo, 1887, na reserva de Camp Mars

Geronimo

Edward S. Curtis, Geronimo, em 1905 





Entre lutas contra a Cavalaria Americana, em passagens pelas "reservas" americanas, na revolta e, de novo, na prisão, é a vida do grande chefe índio. 

O etnólogo Edward S. Curtis etnólogo e fotógrafo, escreve sobre esta civilização, sobre as diversas tribos índias com quem conviveu e que fotografou maravilhosamente.



 Edward Curtis, a Festa guerreira dos Ogalala 


Índios e Cavalaria, 1899, autor anónimo

Geronimo, o Grande Chefe Apache vencido, torna-se numa celebridade, é apresentado em feiras, fotografado. Conserva a sua dignidade em todas as circunstâncias do seu exílio.  

Nunca lhe foi permitido voltar à sua terra...

Geronimo, fotografado em estúdio 

O actor índio cherokee Wesley (Wes) Studi faz um magnífico chefe Geronimo

(Entrara já no filme de Kevin Coster "Danças com lobos" (1990) e no filme de Michael Manne "O Ultimo dos mohicanos",  (de 1992) com Daniel Day-Lewis).
o actor Wes Studi

É bom sempre voltar a sentir-me pequenina, mesmo que ilusoriamente...

Como dizia Salinger e muito bem, todos somos crianças e que "um dia crescemos. Mas há alguns que se limitam a envelhecer..."

 Ora isso eu nunca quis! Se puder, enquanto puder, quero guardar a minha "alma" de adolescente!

Salinger