quinta-feira, 24 de julho de 2014
terça-feira, 22 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Escritores que ensinam a escrever: THomas Mann e as gaivotas...
uma gaivota em Cascais
Mais
um texto magnífico de observação, sensibilidade e descrição tirado do livro de Thomas
Mann, "O Cão e o Dono".
Nos passeios pela floresta, acontece ao dono e ao cão descobrirem novas coisas na natureza, ou novos aspectos dessas coisas...
Nos passeios pela floresta, acontece ao dono e ao cão descobrirem novas coisas na natureza, ou novos aspectos dessas coisas...
patos selvagens, em Hyde Park (Diogo LP)
patos selvagens no rio, em Guildford (MJF)
Gaivotas em Essaouira (MJF)
Via-as, aos bando, no porto de Essaouira, mergulhar rápidas, entre as redes dos pescadores, a apanhar o peixe acabado de chegar. Enquanto três cães contemplam de cima dum armazem o que se passa. Ou sentinelas recortadas no nevoeiro junto à torre da velha fortaleza.
gaivota em Essaouira (MJF)
gaivotas e observadores (MJF)
Há quem contemple o mar enquanto elas passam vigilantes. Em Essaouira acontece de tudo um pouco junto ao maravilhoso porto!
porto de Essaouira (MJF)
As gaivotas vejo-as constantemente em Cascais, atraídas pelo alimento seja ele qual for...
À espera, solitárias sentinelas incansáveis. E sôfregas, vorazes, mas infinitamente belas.
À espera, solitárias sentinelas incansáveis. E sôfregas, vorazes, mas infinitamente belas.
Cascais, à tardinha...
Vejo-as hoje em Cascais, atraídas pelo alimento seja qual for... À espera, solitárias sentinelas incansáveis. E sôfregas, vorazes, mas infinitamente belas.
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de sentinela, frente à baía de Cascais
"A
natureza das gaivotas é mais selvagem e estridente; há uma desolada monotonia
no que elas fazem, essas eternas aves de rapina esfomeadas, o dia inteiro à procura da presa, em bandos, no açude, grasnando por cima dos canos de esgoto que
descarregam as águas pardacentas no rio.
Gaivotas isoladas pairam e mergulham
sobre os peixes de quando em quando, o que não lhes satisfaz a voracidade; têm
de a satisfazer com bocados menos apetecíveis extraídos dos esgotos,
arrancando-os às águas, em pleno voo, e levando-os consigo suspensos do bico
recurvo.
Não gostam das margens do rio mas na maré vazia juntam-se, em bandos,
em cima das rochas – e tudo fica branco como os recifes e as rochas dos mares
do norte com os gansos à procura de ninhos. (…) de súbito uma onda de
inquietação percorre o bando, voltam a cabeça, soerguem as asas e, de repente,
todas se levantam nos ares, como uma nuvem branca, lançando o mais fatalista e
lúgubre pio (…)”~
Gaivotas na maré vazia, em Essaouira
gaivotas em bandos (blog perfume de Jacarandá)
"O Cão e o Dono" (tradução de João Gaspar Simões), Editorial Inquérito, p.115
quinta-feira, 17 de julho de 2014
A beleza e a Arte: o expressionismo de Der Blaue Reiter e de Die Brücke...
"O
cavaleiro azul" -Der Blaue Reiter- foi um movimento criado por um grupo de
artistas que formaram a Nova Associação dos Artistas de Munique (Neue
Künstlervereinigung München), na Alemanha.
Franz Marc, Cavalo Azul, 1911
De
inspiração expressionista, o grupo formou-se em 1911, com a participação de
pintores emigrantes russos e alemães.
Wassily Kandinsky, O Cavaleiro Azul
Wassily Kandinsky, Composição
Os
principais elementos foram os russos Wassily Kandinsky, Alexej von Jawlensky e Marianne Verëfkina ou von Werefkin. Kandinsky teve uma importância mais tarde no abstractismo e a sua série de Casas em Murnau é uma das belezas da pintura de todos os tempos!
Kandinsky, Casas na Obermarket (Museu Thyssen, Madrid)
Wassily Kandinsky, Rua de Murnau
Wassily Kandinsky, Murnau com arco-íris
Alexej von Jawlensk e a delicadeza das suas cabeças místicas, ou dos campos de milho dourados, ardentes sob o sol, que lembram Van Gogh!
von Jawlensky, Cabeças Místicas
Alexej von Jawlensky, Milheiral
Alexej von Jawlensky, Jardim em Caratec
Marianne von Werefkin, Outono e escola
E o conhecido pintor alemão, Franz Marc, e a série obssessiva de cavalos azuis, vermelhos e de animais selvagens, veados e corças e cães: com as cores vivas que têm a sua simbologia especial: azul, vermelho e amarelo. O Veado Vermelho é uma pintura linda mas não consegui retirá-la de nenhum lugar, a não ser esta miniatura...
Franz Marc, Cavalos Vermelhos
Marc nasce em 1880 e morre, na Guerra, em Verdun, em 1916).
Franz Marc, O Cavalo Azul
Franz Marc, Cavalos azuis
Franz Marc, Veados na Floresta
Macke, 1913
E August Macke (1887-1914)- cuja curta carreira acabou igualmente durante a I Grande Guerra, em combate.
Deixa-nos as suas figuras a passear nos jardins, as meninas "em flor" -"les jeunes filles en fleur", de que fala Proust- que têm a pureza, os chapéus de palha, nos bibes brancos. E que lembram os tons suaves e a alegria das meninas de Renoir; e a linda Casa Vermelha, a casa encantada na floresta. Pouco viveu para nos deixar mais mas só por esta maravilha foi bom que tivesse nascido...
August Macke
Auguste Macke
Auguste Macke, A Casa Vermelha
Franz Marc, pintado por Auguste Macke
Paul Klee, Na margem
Paul Klee, Peixes
Paul Klee, Composição
Dele, herdaram do grupo Der Blaue Reiter a estética
não-objetual e dos interesses místicos e simbólicos. O movimento expressionista Der Blaue Reiter existe de 1911 a 1914.
Fritz Bleyl, Cartaz d' A Ponte
Contemporaneamente existe outro grupo ligado ao "expressionismo": Die Brücke (A Ponte), fundado no ano de 1905, em Dresden.
Grupo esse de que fez
parte Ernest Kirchner (1880-1938), por exemplo, Fritz Bleyl (1880-1966) ou Otto Mueller (1874-1930).
Ernest Kirchner, Mulher com chapéu
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