terça-feira, 12 de agosto de 2014

Good bye, Mr. Keating! Robin Williams foi o professor de "Sociedade dos Poetas Mortos"




“Não importa o que as pessoas te dizem, as palavras e as ideias podem mudar o mundo.” Robin Williams

Robin McLaurim Williams nasce em Chicago, a 21 de julho de 1951 e morreu ontem, 11 de agosto de 2014, em Tiburon (Califórnia).
Foi um actor –sobretudo  comediante-  americano, inteligente e cheio de humor e ironia.
Outros filmes como "Good morning Vietnam" (1987), ou "Insomnia" (2002), em que contracenava com Al Pacino, deixam-nos a ideia de que era capaz de todos os papéis...




Dele, o meu filme preferido é "O Clube dos Poetas Mortos" (Dead Poet's Society), de Peter Weir, 1989. Ele é Professor que chega à conservadora escola e "desperta" os alunos para a (própria) poesia, para terem confiança em si mesmos, para viverem o dia a dia, tentando ser felizes enquanto é tempo...
http://youtu.be/Oqr7PLA90yk

Lembrando o exemplo dos grandes poetas mortos, livres, como Walt Whitman, Thoreau, Byron, Mr. Keating desafia os alunos para terem uma opinião, defenderem as suas escolhas, exigirem.


"O Captain! my Captain" -o verso que inicia o poema de Walt Whitman- usam-no os alunos como um grito de liberdade, de individualidade, de afirmação de si e da sua juventude. Ensinados pelo seu professor. Sem esquecerem o bom senso, porque Mr, Keating era um professor honesto e competente.


"O Captain! my Captain! our fearful trip is done;
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead."
(...)


Robin Williams dá esta figura de um modo fantástico e humano! Inesquecível!
Tal como outros alunos de outro professor o Mr. Chips de James Hilton de "Good-bye, Mr. Chips", diremos: "Good-bye, Mr. Keating!"

Mais uma estrela brilha no céu de modo especial, a partir de ontem...





domingo, 10 de agosto de 2014

Perseguidos e perseguidores, sempre... Babilónia e Sião...


A Torre de Babilónia, por Peter Brueghel, o velho

Perseguidos pelos djihadistas do Exército Islâmico do Iraque e do Levante (o EIIL ou ISIS - Islamic State in Iraq and Syria que pretende instalar um "califado", abrangendo as regiões do Iraque e da Síria), os yazidies, minoria religiosa estão ser mortos porque considerados seguidores de heresia que os EILI consideram impura e politeísta. 
o EIIL no Iraque, entrada em Bagdad

Primeiro foi a perseguição aos cristãos que fugiram em grande número para o Kurdistão.





Os Yazidis vivem no Iraque, pobre Iraque, de cultura milenária, devastado, pela cobiça de tantos! E morta, cheia de mortos e de lutas fratricidas, decadente, carente de tudo - menos de petróleo. Que uns, atrás de outros, vão cobiçando.


Exército Islâmico do Iraque e do Levante 

De facto a religião dessa pequena minoria, num enclave perto do Kurdistão, é uma religião sincrética em que se unem preceitos do islamismo e do cristianismo, aliado ao culto do sol, e a um código ético especial e à leitura dos textos sagrados.

O famoso código de Hamurabbi

o Tigre e o Eufrates

Na bela região cantada pelos antigos, entre o rio Tigre e o Eufrates, o sangue corre há muito. "Os rios que vão" de que fala a conhecida e bela redondilha de Camões...

"Sôbolos rios que vão
Por Babilónia, me achei,
Onde sentado chorei
As lembranças de Sião
E quanto nela passei.
Ali, o rio corrente
De meus olhos foi manado;
E, tudo bem comparado,
Babilónia ao mal presente,
Sião ao tempo passado."

os legendários Jardins Suspensos de Babilónia

Os yazidies que na maioria pertencem à etnia kurda acreditam numa Cosmogonia criada ainda na antiga Babilónia, a sua idiossincrasia está próxima do que se chamou “mitraísmo” – praticado nas catacumbas do Baixo Império Romano. Devotados ao culto do Sol, mantêm um estricto código ético que considera que o bem não existe se o mal, seguem vários textos sagrados e protegem cuidadosamente as suas manifestações espirituais." (in El Mundo online)

 “Sempre respeitámos todas as crenças. De facto com o tempo temos assimilado valores de diversas religiões, especialmente o cristianismo e o islão...”, diz uma refugiada yazidi, a quem os kurdos deram asilo.

"Mais de trezentas família" – contou um deputado iraquiano yasidi- "se encontram hoje encurraladas nas aldeias de Koya, Hatimiya e Oaboshi: conversão ou morte."

o EIIL no Iraque

Outros foram já chacinados e fala-se de crianças degoladas, mulheres violadas, como acontece nestes massacres "ideológicos" ( e não só, como diria o "outro", que não sabemos quem é...) 

"Cerca de 500 enterrados vivos. Cerca de 300 mulheres foram reduzidas à escravidão."

Muitos fugiram para as montanhas onde continuam isolados e cercados de elementos do EI que têm indo conquistando todo o norte do Iraque.
ao alto à esquerda, os Montes Sinjar

Fugiram da cidade de Sinjar e, longe, no alto das montanhas de Sinjar, sequiosos, há 3 dias, muitos morreram de fome ou de insolação e poucas hipóteses têm de ser assistidos. Os telemóveis começam a ter as baterias gastas. 
Em breve ficarão esquecidos pelo mundo, como normalmente acontece? 

As últimas notícias dizem que "desses 50.000 encurralados há dias nos Montes Sinjar, sob a ameça dos djihadistas (La Stampa) terão conseguido escapar 20.000, ajudados pelos kurdos que abriram um corredor na montanha, para fugirem.”

Até quando este inferno? Este matança do homem pelo homem? Danos e desenganos, o "triste estado" da mudança, "o bem quão pouco que dura/o mal que depressa vem". Diz o poeta na belíssima redondilha "Sôbolos rios".
a porta de Babilónia, reconstituída no Museu de Berlim

Até quando... 
"Vi ao bem suceder mal
E, ao mal, muito pior"?


Quem me dera que não fossem sempre "tristes palavras ao vento" as do homem justo e sábio, pessimista lúcido, que Camões foi!

(...)
"E vi que todos os danos
Se causavam das mudanças
E as mudanças dos anos;
Onde vi quantos enganos
Faz o tempo às esperanças.
Ali vi o maior bem
Quão pouco espaço que dura;
O mal que depressa vem,
E quão triste estado tem
Quem se fia da ventura.

Vi aquilo que mais vale,
Que então se entende melhor,
Quanto mais perdido for;
Vi ao bem suceder mal
E, ao mal, muito pior.
E vi com muito trabalho
Comprar arrependimento.
Vi nenhum contentamento,
E vejo-me a mim, que espalho
Tristes palavras ao vento."

(...)


Para quem quiser saber mais sobre Iraque e o EIIL:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Iraque

http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Isl%C3%A2mico_do_Iraque_e_do_Levante

AS imagens do Iraque e do EIIL foram retiradas da "net" e do jornal La Stampa

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A música de Benedetto Marcello, Veneza e os Salmos: O Salmo III (1724)...


Benedetto Marcello



Apenas duas palavras para dizer quem era Benedetto Marcello: músico e “nobile veneziano dilettante”, dizem dele, chamado o “Michelangelo della musica”.
Nasce em 31 de Julho -ou 1 de Agosto- de 1686  e morre em 24 Julho de 1739.
Antonio Vivaldi

Foi, com Antonio Vivaldi (1678-1741), um dos grandes músicos do século XVIII, na Serenissima Repubblica di Venezia

A Veneza que pintaram dois outros grandes: Francesco Guardi (1712-1793) e Giovanni Antonio Canal, il Canaletto (1697-1769).

Francesco Guardi 

Canaletto

Antonio Vivaldi, padre e pobre - a quem chamavam il prete rosso, pela sua cabeleira ruiva - teve algum reconhecimento no seu tempo e foi Mestre de outros músicos, mas, durante 200 anos, foi esquecido completamente.

Benedetto Marcello ocupou na República de Veneza, a Sereníssima, importantes funções. 


Francesco Guardi, Piazza San Marco 

O nobre Benedetto Marcello não precisava de agradar a ninguém, podia fazer livremente a sua música. 

Num tempo em que o poema se subordinava à música, ele vai escolher um texto – Os Salmos do Rei David- e a sua música vai “servir” esse texto grandioso de sabedoria e de amor. E de liberdade de escolha...

Como diz a Bíblia: "Pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida, para viveres".

Benedetto Marcello musicou, pois, os Salmos, parte constante do Antigo Testamento, como sabem. Reunidos no “Estro poético-armonico” - assim se chamou-se essa colectânea-  encontram-se ali mais de 80 Salmos "musicados". 



Há dias, ouvi um grupo "Cantus Cölln" cantar o Salmo 10 e o 40 (e outros) e fiquei encantada. Vozes maravilhosas, instrumentos musicais cristalinos dos quais distingui o violoncelo e o cravo, mas igualmente um luth e uma harpa. 

As vozes que cantavam as "árias" eram da soprano Johanna Koslowsky e da contralto (alto) Elisabeth Popien; do tenor Wilfried Jockens e do baixo Stephan Schecherberger.

 Não consegui encontrá-los no youtube, mas outros grupos corais há, lindos.


Cantus Cölln

Também lhe chamavam "Patrizio Veneto", pela sua categoria social de "patrício". Casou secretamente com a aluna Rosanna Scalfi que era uma cantora de gôndola, cantora das  "arie di battello" venezianas...


Morreu tuberculoso com 53 anos.



Salmo XIX
Salmo L
http://youtu.be/EwXSA0e9rKE


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

JOHN STEINBECK : “A UM DEUS DESCONHECIDO”





 “This is about belief and faith of the strongest type: The intangible, the unknowable, and impossible”
(Andrew Liptack)

O romance de John Steinbeck, A Um Deus Desconhecido (To A God Unknown) descobri-o recentemente. Será que já o tinha lido? Provavelmente sim. Mas, na altura, não me causou uma impressão especial, o que já não aconteceu com “A Pérola”, um dos livros de Steinbeck que mais amei! 
Consegui descobrir na internet a capa do livrinho da Europa-América onde li a história...


Esse livro e o Tortilla Flat, o maravilhoso Milagre de San Francisco, foram os meus preferidos.


A Pérola foi a minha primeira leitura “a sério”, e foi um deslumbramento. Uma dor enorme também, recordo, e uma angústia que nunca tinha sentido, o medo do que iria acontecer àquela gente. E a incompreensão da razão por que aconteciam as coisas que o escritor contava.
Teria nove ou dez anos. Lembro-me muito bem de estar nessa altura em casa dos meus avós e, à noite, ler o pequeno livro, bem tapadinha e com uma luz ao lado esquerdo. Lembro-me do cobertor que estava aos pés do divã, um cobertor felpudo que tinha um leão amarelo em fundo vermelho. A história de Juana e Kino e do pequeno Coyotito, a miséria e a tristeza, das suas vidas difíceis, nunca esqueci. Ficou-me nos olhos o escorpião, que ainda hoje “vejo” descer pela parede chegando-se para a criança! (*) Voltei a ler o livro umas três ou quatro vezes. E sofro sempre, do mesmo modo agudo e desesperado, a injustiça da vida dos personagens.

Livros Do Brasil, reedição 2014

Desta vez, A Um Deus Desconhecido impressionou-me. Escrito pelo autor, ainda muito jovem (é o seu segundo livro), a perplexidade e a interrogação passam pelas 200 páginas do livro.

O herói é um personagem com o qual a identificação é difícil, mas os romances não são para nos identificarmos (sempre) com os personagens, é para nos obrigar a pensar sobre pessoas diferentes de nós e tentar compreendê-las.

O romance passa-se no século XIX e começa em Vermont, perto de Pittsford. Joseph Wayne é um homem estranho, muito estranho mesmo. Um solitário, com um rosto de Cristo sofredor e espantado.

Começa ao cair de uma tarde de Inverno, quando Joseph vai falar com o pai e lhe diz: “A terra vai deixar de bastar, senhor pai.”

E fala-lhe do seu sonho de ir para o Oeste, à procura de terrenos.
Tem sede de terra: “Esta terra não chega”, e acrescenta: “Não cabemos cá todos. A terra não estica, pai, e eu estou faminto de terra.”
Soubera que havia terrenos à venda, baratos, na Califórnia, e decide ir à aventura.

O pai, que não se quer separar dele, responde: “Se tu esperasses mais um ano (…) eu não me importaria. Tu não és o mais velho mas sempre pensei que era a ti que daria a minha bênção para tomares o meu lugar. Há em ti qualquer coisa de mais seguro e íntimo.”

O filho descansa-o: “Pai, ali, passado um ano depois de lavrada, a terra é nossa e ninguém pode voltar a tirá-la.”

Galleni-Kallella, Lavrando a terra

E o pai acaba por consentir e dá-lhe uma bênção especial - e promete que um dia irá ter com ele a essa terra bendita.

Joseph parte, cheio de ilusões. Pouco depois de se instalar na nova terra, perto da fronteira mexicana, com muita gente índia a viver ali, recebe a notícia da morte do pai. O desgosto é enorme, e uma ponta de remorso vai-lhe roendo a alma, porque o deixou e não o acompanhou na sua morte.


Edvard Munch, O Assassino na Alameda

Quando recebeu a carta, olhava para um velho carvalho, em frente da casa, e pareceu-lhe que as folhas se agitaram de outro modo, com outra vida. Para se consolar, talvez, inventa para si que o espírito do pai se tinha introduzido na velha árvore: ali mesmo, no âmago. E começou a “adorar” a árvore.


A partir de então, era a ela que pedia conselho, ou, silenciosamente, se recolhia e ficava a olhá-la até decidir das coisas importantes.

Deificação da natureza? Paganismo? Panteísmo? Penso que era uma necessidade de acreditar numa forma diferente de “Deus”, de absoluto: um deus que ele criava, desconhecido para todos.

Fala da crença e da fé do tipo mais forte: do intangível, desconhecido, e impossível”, escreve Andrew Liptack, num artigo muito interessante que encontrei na internet.

Tentando uma explicação, continua: “Joseph acredita na inteireza do universo, que ele sente mais essencial e universal do que a Igreja, que olha apenas para um único dos Deuses. Dessa sua visão mais ampla e geral do funcionamentodo mundo, sinto-me mais próximo.”

Na sua procura, descobre um lugar sagrado dos índios. Tradições ancestrais, cultos esquecidos, rituais para a natureza circundante ser propícia.
Os irmãos vêm, trazem as mulheres e os filhos, criam uma comunidade, mas não entendem Joseph. O irmão mais velho, muito religioso, pensa que na árvore está o Diabo, e os poderes ocultos do mal e das trevas.
Simberg, o Pobre Diabinho

Avisa-o: “Estás dando entrada ao mal” e, virando-se para Elizabeth, mulher de Joseph, diz: “O meu irmão está a negar Cristo. Está a adorar como os antigos pagãos. Está a perder a alma.”

Hugo Simberg, Conto de Fadas

Joseph, espantado, responde, sorrindo: “Não estou a negar Cristo, estou a fazer uma coisa simples que me dá prazer.”

Seguindo Liptack “esta história que se inspira da Bíblia, de mitos antigos, de paganismo e de muitas outras coisas, é também uma história sobre crença e fé, realidade e fantasia - que eu realmente chamo uma novela de ficção especulativa.
 (…) Tem a maneira mais honesta e crua de crença: acredita na terra, e vê as suas acções recompensadas em vários modos e punida também.
(…) Para mim, foi um livro interessantíssimo porque (…) as minhas crenças estão próximas das de Joseph: Deus, ou outro qualquer poder mais alto que escapa às definições, é algo que não se pode conhecer, que é intangível e misterioso.”


Na Introdução ao livrinho, da “Colecção das três abelhas”, interroga-se o editor: Para Joseph não se trata dum amor, ou apenas amor à terra. Poderá chamar-se amor a esta unidade mística e omnipotente com todas as forças da natureza?”

Não posso deixar de concordar com os dois… Este livro de Steinbeck é um canto do amor pela terra - mas igualmente da procura do tal absoluto. Do amor e do respeito pela natureza em todos os seus aspectos. Na sua totalidade. Sente-se o "pulsar" da natureza junto do coração do homem, como se fossem um só.

Joseph é, no entanto, um homem martirizado, um homem que não sabe amar, nem odiar, nem ter compaixão, mas que é generoso, numa quase indiferença. O que sacrifica de si e dos seus, sacrifica sem dor. Como se a dimensão onde vive não fosse a mesma do resto da humanidade.

Edvard Munch, A mulher de branco

Amou Elizabeth, a mulher? Ele não era capaz de amar... E amá-lo a ele também era difícil. Segundo diz Rama, a cunhada de Elizabeth: "Amá-lo, não, acabarás por o adorar (...) Vais vê-lo sonhar e nunca saberás qual é o sonho dele..."

Quando o conheceu, ele assustara-a. Ela ama-o, mas quando estão noivos e vão casar, chora: “Será que vou mudar quando casar? Ser adulta o que é?”


Marc Chagall, Os noivos em fundo azul 

E tem saudades da criança que vai ficar para trás: “Sim, porque é amargo ser-se criança”, pensava, “há tantas superfícies novas que se podem riscar”.
Zinaida Serebriakova, Retrato de I.Ribakova adolescente



No dia do casamento, reza: “Ajudai-me meu Jesus porque tenho medo. Em todo o tempo que tive para aprender a conhecer-me, nada aprendi”.

Sente que dele também não sabe nada: aquele homem com um rosto iluminado que parece o Cristo da paixão - e com quem vai casar, sem nada entender nem dela nem dele.

Giovanni Belini, Cristo Morto


Um homem à procura de um “Deus” diferente? Não sei. Um homem que encontrou um deus- desconhecido até então- que identificou com a terra? Ou um homem que se julgou um deus? Fica a pergunta.


“(…) Primeiro havia a terra, Juanito; depois vim eu guardar a terra; e agora a terra está quase morta. Só restam este rochedo e eu. Eu sou a terra.” (p.186)

(I should have known (…) I am the rain. (…) I am the land (…) and I am the rain. The grass will grow out of me in a little while.)

Só a terra e as forças da terra o emocionam. Porque são o deus que procurava? A elas foi fiel, até à morte.


John Steinbeck -cortesia da Steinbeck House