Ontem, entre sol, chuva e trovoada: Atrás do arco-íris!
terça-feira, 22 de novembro de 2016
HELP!
O que aconteceu ao blog? Deixou de ser possível escrever de modo a poder ver-se depois. Apenas uma página branca no sítio das letras e as fotos a boiar lá dentro...
O que aconteceu? "Anybody knows?", já perguntava o Leonard Cohen...
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Pintura de hoje, em Trieste e Meggi Pepeu

Meggi Pepeu
Trieste é uma cidade de cultura. De várias culturas, aliás, cidade aberta, porto franco durante muitos anos, soube aceitar os outros. Encontrei, numa velha agenda em que tomo apontamentos, esta frase de Frank Zappa (quem o não conhece?) e não resisto a pô-la aqui:
"A mind is like a parachute. It does'nt work if it is not open..."
O que é perigoso, claro."Elementar, meu caro Watson!", diria Sherlock Holmes. Mas nem todos somos Sherlock Holmes, nem Frank Zappa. Alguns não entendem estas coisas de "abertura" do espírito, 'cegos' nas suas convicções, fechados ao outro...
Passeando pela Piazza dell’ Unità, como todas as noites, descobrimos na galeria do Município uma exposição temporária de uma pintora, artista gráfica. Chama-se Megi Pepeu e nasceu em Trieste.
Conhecê-la
foi bom porque explicou um pouco do que pensava do mundo e da arte. Falou de viagens e de viajantes e, em especial, de uma sua viagem a Portugal. Falou da cidade, de
que gostara muito, Évora, onde, há uns oito anos, fez uma exposição.
Talvez volte a visitar Portugal, confiou-nos, e seria bom. É uma pessoa que fala a sério do que viveu, que ama os as pessoas venham de onde vierem, que não suporta o racismo: sente-se apenas ‘humana’, de raça apenas ‘humana’ e, a brincar ou a sério, diz-se talvez um pouco ‘canina’. Ama os animais e a tolerância.
Talvez volte a visitar Portugal, confiou-nos, e seria bom. É uma pessoa que fala a sério do que viveu, que ama os as pessoas venham de onde vierem, que não suporta o racismo: sente-se apenas ‘humana’, de raça apenas ‘humana’ e, a brincar ou a sério, diz-se talvez um pouco ‘canina’. Ama os animais e a tolerância.
A
sua pintura é uma pintura suave aparentemente, mas fala de coisas grandes e
duras. Um dos quadros que me impressionou foi esta imagem de um azul
fortíssimo. O mar azul, de ondas encrespadas, à direita um choque de objectos vários, misturados com
arames, linhas agressivas. E, à esquerda, em baixo do quadro, uma camisola
parece flutuar, abandonada. Explicou o que queria dizer, com palavras simples: o mar, os naufrágios modernos, as
vítimas, a juventude perdida, morta, abandonada nas águas como aquela camisola
frágil, cheia de desenhos coloridos.
Ou a ‘Memória do prado’ e nele, sinais do que o prado viu, ouviu: um primeiro amor, um
encontro banal, a vida que passa, fugaz, o passarinho amarelo -brinquedo- que uma criança deixou. E o prado recorda as marcas de cores
diversas hoje desaparecidas e que deixaram um 'sinal'. E o mar, sempre o mar, sempre o azul do mar!
Trieste e o Golfo, de Glauco Gambon
Tantos
outros quadros onde se perde a memória das coisas; o que passou, e que não
volta, o abandono da mulher do ‘Nu amarelo’.
E poesia - tanta poesia!- nos quadrinhos pintados sobre o papel que ela própria cria. Porque
Megi Pepeu é, também, uma artista plástica e uma artista gráfica: o papel, a gravura, o
material interessam-lhe.Pouco encontrei, na internet, sobre ela. Sei que, no passado ano 2015, em Novembro, inaugurou uma Exposição no Centro Creativo de Marino Sterle, em Trieste.
E poesia - tanta poesia!- nos quadrinhos pintados sobre o papel que ela própria cria.
Centro Creativo de Marino Sterle
http://www.triesteallnews.it/2015/09/24/arte-e-fotografia-ecco-il-nuovo-centro-creativo-del-fotografo-triestino-marino-sterle/sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Voltar a casa, que bom...
Regresso a casa -e encontro os amigos amuados. Estive longe, longe , durante muitos dias.
Voltei.
Não foi fácil. Nem o regresso, nem a reacção dos amigos que ficaram por cá. Claro que falo do Ratinho Poeta e do Ouricinho Dan, e da amiga deles, a Gatinha japonesa, que são os mais próximos amigos. O resto dos que por aqui vivem penso que não sentiu muito a minha falta. Entretêm- se uns com os outros.
Não foi fácil. Nem o regresso, nem a reacção dos amigos que ficaram por cá. Claro que falo do Ratinho Poeta e do Ouricinho Dan, e da amiga deles, a Gatinha japonesa, que são os mais próximos amigos. O resto dos que por aqui vivem penso que não sentiu muito a minha falta. Entretêm- se uns com os outros.
Calculei
que a recepção ia ser complicada, como é sempre quando os deixo e se sentem ‘abandonados’.
Mas ao ponto de virarem a cara e
fingirem que não me viam, isto era de mais! Inútil perguntar o que tinham, ou por que o faziam, sabia-o
bem, mas perguntei à mesma para criar uma conversa. Para 'comunicar', pensei.
-
Voltei, queridos! Está tudo bem?
Logo
o Ratinho:
-
Ainda perguntas? Está tudo mal! Voltaste a fazê-lo! E tinhas prometido que nunca
mais o fazias!
-
Eu, Ratinho? Prometi o quê?
-
Que nos levavas!, disse, agitado, e fixando-me com olhos tristes e brilhantes o Ouricinho.
Confesso
que não me lembrava de tal promessa. Às vezes dizem-se coisas, bem intencionados, que depois
esquecemos, com a pressa de andar em frente. Neste momento, não interessava saber se tinha
prometido, ou não, interessava sim perceber que eles se tinham sentido sozinhos. E
que estavam – mais do que amuados - sentidos. Tinham sofrido com o meu
afastamento, tinham estado ‘sós’.
A Gatinha japonesa olhava-nos, calada, a
dar voltas à sua malinha de seda. Observava tudo sem falar, com um olhar atento
que ia de um para o outro, preocupado.
-
Eu não os deixei sozinhos, estava cá o Diogo...
-
Ah, estava, estava. Só que, de repente, já não estava. Demos por nós sozinhos
em casa.
Era
o Ouricinho, com lágrimas na voz.
-
A casa estava vazia.
Uma
frase curta que revelava muito do meu Ratinho, poeta sensível, com o seu toque leve de ‘cepticismo’.
Constatava apenas, sem se emocionar, de olhos fixos na distância.
O Ouricinho,
infantil e ciumento, continuou a queixar-se:
-
E levaste o burrinho outra vez!
Ah,
era o burrinho que os afligia. “Abandonados”, trocados, miseravelmente, pelo
burrinho. Era isso! Iriam perdoar-me desta vez?
Olhei-os, desolada. Vinha tão cansada da viagem - uma viagem infindável
e, ridiculamente, aventurosa por causa das malas!
Comecei a desfazê-las, sem parar um segundo, numa pressa absurda de ver tudo arrumado nos lugares - queria era esquecer o cansaço e voltar a entrar numa vida –talvez monótona mas repousante. Trieste e as suas águas transparentes e o seu mistério ficara para trás.
Comecei a desfazê-las, sem parar um segundo, numa pressa absurda de ver tudo arrumado nos lugares - queria era esquecer o cansaço e voltar a entrar numa vida –talvez monótona mas repousante. Trieste e as suas águas transparentes e o seu mistério ficara para trás.
Trieste, de Egon Schiele
Arrumadas as odiadas maletas, estoirada e cheia de dores, deitei-me no chão - o que me acontece de vez em quando.
Com os músculos tensos do esforço físico e da preocupação, estiquei-me toda. Pensava: "para endireitar
o esqueleto!"
Respirei, imóvel, durante muito tempo, tentando uma forma de meditação, yoga ou zen que nunca atinjo, se bem que me repouse. E, de repente, vi-os ao meu lado, a espreitar, cheios de atenções, falando com suavidade. Tentavam pôr-me
uma almofada debaixo da cabeça.
-
Shiu!, dizia o Ratinho. Está cansada.
-
Coitadinha!, e o Ouricinho fez-me uma festa na mão com a sua patinha.
-
Estávamos a ser egoístas…
Era o meu Poeta, a lutar contra aquela forma de egocentrismo que sente borbulhar dentro dele. Falou-me com doçura:
-
Descansa. Agora estás na nossa casa e é muito bom para todos.
O Ouricinho olhava-me, embevecido. Que malandrino amoroso!
O Ouricinho olhava-me, embevecido. Que malandrino amoroso!
-
Sim, Jana, é tão bom voltar a ver-te! E o Manuel! Tivemos saudades dos dois.
-
Eu também! É bom ter uma casa e gostar de voltar a ela! E encontrar os amigos.
- Tens aqui os óculos se quiseres ir ao teu 'blog'...
Sorri. Eram assim os meus amigos.
- Tens aqui os óculos se quiseres ir ao teu 'blog'...
Sorri. Eram assim os meus amigos.
Vi
que a Gatinha japonesa ficara contente. Como já vos contei, é uma pessoa calma,
e creio que a sua filosofia é ver, saber, conhecer os outros e nunca julgar
ninguém.
Ela compreende, pela sua cultura diferente, que a vida é mesmo assim, com momentos de esquecimentos, silêncios, pausas, separações. E de ausências eternas, é certo, mas de regressos também.
E que tem de haver uma forma de aceitação – que, porém, nos não paralise. A vida deve ser feita a andar, olhando para trás, sim, recordando o que passou, mas seguindo em frente.
Ela compreende, pela sua cultura diferente, que a vida é mesmo assim, com momentos de esquecimentos, silêncios, pausas, separações. E de ausências eternas, é certo, mas de regressos também.
E que tem de haver uma forma de aceitação – que, porém, nos não paralise. A vida deve ser feita a andar, olhando para trás, sim, recordando o que passou, mas seguindo em frente.
Afinal
o regresso tinha corrido bem! Sabia que no dia seguinte iam começar as
perguntas, na curiosidade de saber o que sentira, o que vira de belo, para
poderem ‘participar’ da viagem, eles também.
A viagem a Trieste afastava-se na distância, mas sabia que ia recordar essa maravilhosa cidade, e os amigos de lá, e a beleza desse mundo durante muito tempo!
E para o ano -quem sabe?- lá estaremos de novo. Desta vez com eles! Obviamente!
A viagem a Trieste afastava-se na distância, mas sabia que ia recordar essa maravilhosa cidade, e os amigos de lá, e a beleza desse mundo durante muito tempo!
E para o ano -quem sabe?- lá estaremos de novo. Desta vez com eles! Obviamente!
domingo, 23 de outubro de 2016
Vitorino-Vou-me embora, vou partir...
"Vou-me
embora para Pasárgada
Lá sou amigo do Rei."
Bem,
não sou amiga do rei, nem vou para Pasárgada como canta o poema de Manuel Bandeira. Mas há
sempre coisas boas a descobrir. Diz ele:
“E
como farei ginástica
andarei
de bicicleta
montarei
em burro brabo
Subirei
no pau-de-sebo
Tomarei
banhos do mar!
E
quando estiver cansado
deito
na beira do rio
mando
chamar a mãe-de-água
pra
me contar histórias…”
Também não vai haver nada disto...mas tem de haver muita coisa, claro! Deixei os amigos tristes, em casa. Eles não vão desta vez...
E lá vou eu! "Vou-me embora, vou partir!" Até breve!
E lá vou eu! "Vou-me embora, vou partir!" Até breve!
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Os Viajantes involuntários - ou a lenda de Butch Cassidy...
Ao
sabor do tempo, neste blog, vou saltando de assunto para assunto porque a
nada sou obrigada. Quem gosta, lê… Quem não gosta, não venha ler.
Fixo-me hoje na figura do 'fora de lei' Butch Cassidy.
E recordo uma frase que Bruce Chatwin lhe dedica no seu livro “Na Patagónia” (*).
E recordo uma frase que Bruce Chatwin lhe dedica no seu livro “Na Patagónia” (*).
Bruce
Chatwin escreveu um livro muito interessante de que já falei aqui. Livro cuja
leitura me foi aconselhada pela grande amiga, Luciana
Stegagno-Picchio, sabedora de literatura, lusitanista e mulher de cultura.
Falava-me de Chatwin às vezes! Conhecia a minha vida de viajante e dizia-me sempre: “Tens que escrever o livro das tuas viagens!” Talvez um dia o escreva, quem sabe?
Falava-me de Chatwin às vezes! Conhecia a minha vida de viajante e dizia-me sempre: “Tens que escrever o livro das tuas viagens!” Talvez um dia o escreva, quem sabe?
O livro de Bruce Chatwin anda também ao sabor do tempo, contando coisas variadíssimas de uma
viagem à Patagónia longínqua. Onde, paulatinamente (como diziam os meus amigos são-tomenses), pára quando quer, apanha os meios de
transporte que aparecem, sem pressa, numa viagem de conhecimento do mundo diferente. Em errância, como diz.
Por vezes segue a pé, de saco às costas, ou vai montado num burro ou (com sorte!) num cavalo, à procura dum mundo que existiu no seu modo particular e que hoje parece perdido!
Encontra gentes solitárias, vê terras selvagens, procura o sentido de uma vida que hoje aparentemente o não tem, nem tinha já- no tempo em que ele realiza a viagem.
Por vezes segue a pé, de saco às costas, ou vai montado num burro ou (com sorte!) num cavalo, à procura dum mundo que existiu no seu modo particular e que hoje parece perdido!
Encontra gentes solitárias, vê terras selvagens, procura o sentido de uma vida que hoje aparentemente o não tem, nem tinha já- no tempo em que ele realiza a viagem.
Escrevia,
pois, Bruce Chatwin, sobre Butch Cassidy, o que se segue:
“Espírito imparcial, de lealdade selectiva,
sonhava ser cow-boy e seguia a epopeia de Jesse James nos fascículos de cordel.”
(Na Patagónia, pg 69)
Perdoem
o à parte: quem não recorda com saudade esses heróis do oeste selvagem? Jesse
James, Billy the Kid e Butch Cassidy? Quem não se sentia mais puxado para o
lado deles?
Eu, pelo menos, fascinava-me bem mais o lado deles do que o lado do sheriff Pat Garrett! Ou o da terrível Agência Pinkerton!
Eu, pelo menos, fascinava-me bem mais o lado deles do que o lado do sheriff Pat Garrett! Ou o da terrível Agência Pinkerton!
Eu preferi-os tantas vezes! Rebelde, Sentia-me
solidária com os bandidos fora da lei, sem deus-nem-dono,
como cantava Léo Ferré ('Ni Dieu, ni Maître'). Solidária do que me parecia ser um ideal de liberdade e de justiça (seria?)
que se afastava –ou estava acima? - da lei vigente…
Qual a justiça, nessa lei?
Qual a justiça, nessa lei?
Há tempos encontrei na internet, na biografia de Sundance Kid - que vai ser o amigo inseparável de Butch- uma frase do
próprio, 'qualificando-se': “Sundance Kid, profissão:
fora de lei”. Adorei o seu sentido do humor!
Bem,
mas voltando ao que conta Chatwin:
“Butch
(…) aos 18 anos pensava que os seus inimigos naturais eram os grandes
rancheiros de gado, o caminho de ferro e os bancos, dizendo a si mesmo que o
direito se encontrava do lado errado da lei”. (idem, pg. 69)
Nascera
em Beaver, no Utah, a 13 de Abril de 1866. Chamava-se Robert LeRoy Parker e os pais tinham vindo de
Inglaterra, ainda crianças, e chegaram ao Oeste numa caravana de Mormões.
A mãe era de ascendência escocesa. Foram sempre pobres, muito pobres, e tinham 11 filhos. Talvez por isso Butch tenha abandonado a casa e tenha largado o trabalho em que se esfalfava a trabalhar para os outros por uma paga de miséria. E, por isso mesmo, numa bela manhã, do ano de 1884, tenha decidido partir!
A mãe era de ascendência escocesa. Foram sempre pobres, muito pobres, e tinham 11 filhos. Talvez por isso Butch tenha abandonado a casa e tenha largado o trabalho em que se esfalfava a trabalhar para os outros por uma paga de miséria. E, por isso mesmo, numa bela manhã, do ano de 1884, tenha decidido partir!
“Esta sua partida coincidiu com a época
dourada dos ricos ranchos (…) dos ‘cow-boys’ a viver uma vida de privações; dos
barões do gado que pagavam salários miseráveis e tiravam dividendos da ordem
dos 40% para os accionistas; (…) dos pequenos almoços com champagne no ‘Cheyenne
Club’. (in Patagónia, pg.70)"
As
privações vão-no empurrando para a frente. Assim, nessa bela manhã de Junho, anuncia
à mãe que vai trabalhar para as minas de Telluride,
despede-se dela e da irmã bébé - e lá se
foi!
“E sumiu de suas vidas, a cavalo”,
conclui Chatwin. Nessa noite, o pai conta, desolado, que ele fugira depois de ter
roubado umas cabeças de gado a um rancheiro!
É
a partir daí que se vai chamar Butch Cassidy e vai ser procurado pela polícia.
E torna-se numa lenda!
Os
tempos correm e tudo muda. E chega o Grande Inverno de 1886-1887 que mata mais
de três quartos do gado daquela zona.
“A avidez, ligada à catástrofe natural, vai
dar origem a outro tipo de ‘cow-boy’ marginal, o dos homens reduzidos à
clandestinidade e ao roubo de gado, devido ao desemprego. (…) E à fome. ”
Pelo
Oeste esses “desesperados” profissionais
criam quadrilhas de ladrões de gado, de assaltantes de bancos. Porque a verdade
é que nada têm a perder! Butch Cassidy vai ser um deles.
“Durante aqueles anos, foi vaqueiro, domador
de cavalos selvagens, marcador de gado, assaltante de bancos a meio tempo, mas
era como chefe de quadrilha que os xerifes das redondezas o temiam”.
Em
1894, é preso, acusado de roubar um cavalo que não tinha roubado e que no
máximo valeria uns 5$. Um pretexto, no fim e ao cabo. E passa dois anos na
penitenciária de Wyoming.
Em 2 de Junho de 1899 a quadrilha roubou o Union Pacific Overland Flyer perto de Wilcox, Wyoming, um roubo que ficou famoso e que resultou numa enorme caça ao homem. Muitos homens da lei notáveis da época participaram na perseguição aos ladrões mas não os conseguiram apanhar.
É
aí que entra na corrida a Agência de Detectives Pinkerton, com a sua divisa "nunca estamos a dormir"!
A verdade é que Butch Cassidy era adorado pelos fazendeiros pobres e era capaz de pagar a renda de uma pobre viúva - depois de ter roubado o cobrador das rendas. Paradoxos dos que procuram a justiça na vida…
E diga-se a verdade: Butch Cassidy nunca matou ninguém. E sentia remorsos quando pensava nos mortos que a quadrilha ia matando.
A verdade é que Butch Cassidy era adorado pelos fazendeiros pobres e era capaz de pagar a renda de uma pobre viúva - depois de ter roubado o cobrador das rendas. Paradoxos dos que procuram a justiça na vida…
E diga-se a verdade: Butch Cassidy nunca matou ninguém. E sentia remorsos quando pensava nos mortos que a quadrilha ia matando.
Mas
até esses belos tempos do “Wild Bunch” passaram. As fronteiras são mais
seguras, os cavalos da polícia mais velozes. A Agência Pinkerton (**) põe a polícia
montada dentro dos vagões de gado. Muitos filmes se fizeram sobre essas vivências!
Lembro o de Sam Peckinpah, “Wild Bunch”, de 1969, e, mais tarde, "Pat Garrett e Billy the Kid" (1973), filmes de grande violência.
Lembro o de Sam Peckinpah,
Muitos
foragidos são mortos. Outros preferem esconder-se nas cidades. Alguns amigos de
Butch morrem em brigas nos saloons, abatidos por pistoleiros profissionais que
“vigiam” o jogo. Ou são metidos detrás das grades.Outros, ainda, alistam-se no
exército dos Usa...
O
que resta a Butch? Cumprir uma longa pena de prisão que o espera ou fugir para a Argentina? O destino vai decidir por ele...
Em
1901, em Nova Iorque, encontra Sundance Kid e a namorada, Etta Place. O
trio especializa-se em outro tipo de assaltos e depois decidem fugir para a Argentina! A escolha estava feita!
Soundance Kid e Etta Place (1900)
E
vão continuando pela América do Sul, praticando assaltos não só na Argentina, como
na Bolívia, Peru e Chile. A presença dos três é confirmada nesses lugares entre 1902 e 1907.
Diz-se que Butch morre na Bolívia, em San Vicente, a 7 de Novembro de 1908, morto pelo exército boliviano - mas a verdade nunca se soube.
Diz-se que Butch morre na Bolívia, em San Vicente, a 7 de Novembro de 1908, morto pelo exército boliviano - mas a verdade nunca se soube.
Filmes
sobre esta figura lendária:
1979,
‘Butch e Sundance Kid: os tempos da juventude’, de Richard Lester, com Tom
Berenger;
2011,
“Blackthorn” (Os Implacáveis), do realizador espanhol Mateo Gil, com Sam
Shepard, filmado na Bolívia, em que Butch Cassidy é perseguido até à fronteira gelada pelos homens do sheriff, implacável.
(*) O livro "Na Patagónia" foi publicado em 2004 pela 'Quetzal', na colecção Serpente Emplumada.
(**) "A maior parte dos contratos da 'Agência Pinkerton' girava em torno de evitar que
grevistas (principalmente líderes sindicais) ocupassem ou se aproximassem das
fábricas em que trabalhavam. Fundada por Allan Pinkerton.
O incidente mais famoso da agência nessa área de actuação foi o da greve de Homestead de 1892, quando centenas de agentes da Pinkerton forçaram violentamente o fim de uma greve, matando nove pessoas." (wikipedia).
O incidente mais famoso da agência nessa área de actuação foi o da greve de Homestead de 1892, quando centenas de agentes da Pinkerton forçaram violentamente o fim de uma greve, matando nove pessoas." (wikipedia).
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