sábado, 10 de junho de 2017

O (verdadeiro) retrato de Camões e o seu autor, Fernão Gomes


Camões, o retrato vermelho de Fernão Gomes

Hoje, Dia de Camões, falarei de Fernão Gomes, que foi um pintor português de origem espanhola, nascido perto de Badajoz. 

Era o tempo de Carlos V -ou Carlos II de Espanha-, Imperador da Áustria e, assim, Gomes foi estudar para Delft, na Holanda - que pertencia ao Império. 

Carlos V , pintado (talvez) por Tiziano

Ali  trabalhou com o Mestre Anthonie Blockglandt (1570-1572). Depois veio para Portugal à procura de um lugar onde pudesse desenvolver a sua obra. 
Fernão Gomes afasta-se da pintura holandesa e tem já outros "traços" e a escolha de apresentar as figuras religiosas, de modo "maneirista", dos pintores do "maneirismo italiano" e que a Igreja censura. 
Giacomo da Pontormo, Deposição do Cristo
Rosso Fiorentino, Moises defende as filhas de Jehtro

De facto a sua "Soror Maria da Visitação" -quadro pintado para o Mosteiro da Anunciada- desaparece não durante o Terramoto de 1755, como infelizmente outras obras suas,  mas "às mãos" do Santo Ofício que a manda destruir.



É da sua autoria o único retrato verdadeiro de Camões, provavelmente realizado entre 1573-75, “retrato pintado a vermelho do poeta Luís de Camões (…) único e precioso documento fidedigno” que representa o poeta. E que é, afinal, uma cópia do original de Gomes. 


Fernão Gomes, na Sé do Funchal
Trata-se de uma cópia executada, a pedido do Duque de Lafões, por José Luís Pereira de Resende (1760-1847), "a partir do original, que fora encontrado num saco de seda verde nos escombros do incêndio do “magnífico e grandioso palácio dos Condes da Ericeira (…) e que entretanto desapareceu.” (*)

Este artista trabalhou com Simão Rodrigues (outro pintor manierista) na execução do Retábulo da Sé de Portalegre, em 1595, por isso me interessei por ele.

Fernão Gomes foi nomeado “pintor da Ordem de sua Majestade", por Filipe II, em 1594. E, em 1601, “pintor dos Mestrados das Ordens Militares". Em 1602, é um dos nove pintores que fundam a 'Irmandade de S. Lucas', confraria dos pintores da cidade.

Em 1612, ano da sua morte, vem a ser, ainda, um dos doze pintores que “assumem um movimento de reivindicação que vai conduzir ao reconhecimento da Pintura como “Arte liberal”.

“Soror Maria da Visitação” quadro pintado para o Mosteiro da Anunciada desaparece não durante o Terramoto de 1755 mas às mãos do Santo Ofício.



Nascido Em Espanha, como referi atrás, em Albuquerque em 1548, Fernão Gomes (Hernán Gomez Román), ou Fernando Gomes morre em Lisboa, em 1612. 
Muitas das suas obras desapareceram no Terramoto de Lisboa de 1755.






(*) O retrato pintado a vermelho”, V. Graça Moura, aparece na revista Oceanos, em Junho 1989.
Mais tarde sai um livro da autoria de Graça Moura e Vítor Serrão, "Fernão Gomes e o retrato de Camões", saído aquando da Comemoração das Viagens Portuguesas, editado pela Fundação do Oriente/Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1989.

( **)  Ainda o retrato:

“O que se conhece desse retrato é uma cópia, feita a pedido do 3º duque de Lafões, executada por Luís José Pereira de Resende (1760-1847) entre 1819 e 1844, a partir do original que foi encontrado num saco de seda verde nos escombros do incêndio do 'magnífico e grandioso palácio dos Ex.mos Condes da Ericeira, Marqueses de Louriçal, junto da Annunciada' e que entretanto desapareceu. 
É uma «fidelíssima cópia» que, "pelas dimensões restritas do desenho, a textura da sanguínea, criando manchas de distribuição dos valores, o rigor dos contornos e a definição dos planos contrastados, o neutro reticulado que harmoniza o fundo e faz ressaltar o busto do retratado, o tipo da barra envolvente nos limites da qual corre em baixo a esclarecedora assinatura.
Enfim, o aparato simbólico da imagem, captada em pose de ilustração gráfica de livro, «se devia destinar à abertura de uma gravura a buril sobre chapa cúprica», «para ilustração de uma das primeiras edições de Os Lusíadas».


quinta-feira, 8 de junho de 2017

THOMAS HARDY E A INQUIETAÇÂO...



Há uns tempos, li  “Judas, o Obscuro”. Li-o na “Poche”, em francês, e talvez tenha feito mal pois o inglês que Hardy escreve é muito bom de ler.  Um inglês perfeito e não muito difícil, dizem os entendidos.

"Thomas Hardy é um pessimista!, pensei. "Que livro tão triste! Parece fechar todas as portas! Não há saída..." 
Será ele um pessimista, realmente? Fui 'consultar' a Biografia de Claire Tomalin -autora de outra biografia muito interessante: a de Jane Austen- mulher inteligente e sensível: “Thomas Hardy, The Time-Torn Man” (*).  


Pessimista, Hardy? Sobre esse assunto, escreve Tomalin

“Por vezes negava ser um pessimista, e é verdade que mantinha a sua alegre vida social em Londres. Ia, assiduamente, a festas, fazia férias por toda a parte, teve amores, e escreveu várias histórias ligeiras ao mesmo tempo que ia trabalhando nos romances mais duros.”(*)
E, nestes romances, a visão sombria das coisas ia-se acentuando de livro para livro.
Os três romances que publicou, na década 1885-1895, a saber, The Master of Carterbridge (1886), Tess of the de Ubervilles (1891) e Judes The Obscur (1895), foram marcados pela interrogação e crítica feroz sobre as ideias geralmente aceitas pela sociedade do seu tempo. E a sua tristeza é crescente, num aparente paradoxo.

Havia nele uma barreira profunda entre a “pessoa tranquila e educada que vivia e apreciava a sociedade de Londres, e o revoltado, ferido, íntimo que castigava os valores do mundo em que vivia”. (op. cit. pg. 218)
As obras-primas Tess dos Ubervilles e Judas o Obscuro incomodavam os críticos pelo que Hardy parecia sugerir:  “que o ser humano pode ser destruído por forças malignas que existem no mundo, usando o seu poder para transformar as coisas num inferno de maldade.”

A felicidade é, para ele, “o episódio ocasional do drama geral da dor”: é o que pensa a sua personagem Elysabeth-Jane, no final de The Master of Carterbridge.
Outras mulheres como Tess (Ubervilles), Batsheva (Longe da Multidão), Sue (Judes, l'Obscure) - além da Elysabeth-Jane (The Master) - são grandes figuras dos seus romances. A verdade é que Hardy é um pintor de figuras femininas extraordinárias.

"Longe da Multidão" e uma boa tradução

"Judas" é um livro doloroso. E um livro estranho. Há livros que nos "doem" mais do que outros e, nisso, Dostoievsky é inigualável - um verdadeiro mestre do sofrimento, nas suas histórias - a provocar dor nas personagens, dor que trespassa também o leitor. 
Judas o Obscuro fez-me sofrer. O romance cria uma tal ansiedade, há um sentimento tal de tristeza contínua que nos prende do princípio ao fim, agarrados ao sofrimento dos protagonistas.

Ao lê-lo, pensava: “mas por quê”? E, afinal, "por que não?” Havia a expectativa e o desejo que o enredo dramático da história mudasse! 
E o livro avançava no sentido da desgraça, da incompreensão do outro, daquele de quem, no entanto, queremos aproximar-nos de verdade. 
O outro quem é? É o ‘desconhecido’ que se ama. Ou se detesta. Mas isso é mais fácil.

Há dias uma amiga ensinou-me um ditado romano: “Só conheces verdadeiramente alguém, depois de teres comido com ele um quilo de sal”.
Para conhecer o outro é preciso, no dia a dia, comer e beber e conversar com ele? Talvez nem um quilo de sal chegasse para Thomas Hardy.
Judas Fawley é uma criança, órfã, recolhida pela tia que tem uma padaria. Trabalha desde pequenino a fazer pão e a ir vendê-lo. Feliz ou infeliz, limita-se a viver como outra criança, ao sabor dos dias. 
Que sabe ele da infelicidade? Ou da felicidade? Espera apenas ter de comer, sabe que tem de ajudar a tia e isso basta-lhe. No entanto o seu sonho é aprender.
O primeiro desgosto e as primeiras lágrimas são quando o professor que lhe dava aulas à noite, depois do trabalho, se vai embora da aldeia. O professor era, para Judas, a personagem ‘ideal’, aquela que detém o saber.
Não te vou esquecer, Judas, disse ele sorrindo, enquanto a carruagem se afastava. Porta-te bem, sê bom para os animais e para os pássaros e lê tudo o que puderes!” (pág.19, da ed. Poche)
Mas o professor esquece-o.
Judas quer ir estudar para Christianminster. Talvez encontre lá o professor. Decide ir trabalhar para a seara dum lavrador, a ver se juntava mais algum dinheiro. Passa os dias junto das medas de trigo, a afastar os pássaros. Um dia, o patrão bate-lhe porque ele tinha deixado os corvos comerem a palha. 
Sentado na meda de trigo, afasta-os, agitando um pau e vai pensando. "Estão famintos". 
Pensou que “os pássaros, tal como ele, viviam num mundo hostil. Para quê assustá-los? E cada vez mais apareciam aos seus olhos como doces amigos…”
Judas não queria tornar-se num homem. Num homem mau.
“A lógica da natureza era demasiado horrível para se preocupar com ela. A ideia de que o que para uns era compaixão se tornava crueldade noutros destruíra qualquer sentimento de harmonia.” (pág.28)
"Se ao menos pudesse impedir-me de crescer!

E o pequeno Judas começa a sonhar com a Cidade para onde fora viver o professor: “Tornou-se uma coisa tangível, sempre presente, que estendia uma influência sobre a sua vida (…) porque o homem cuja ciência e projectos lho inspiraram tal respeito vivia ali. Rodeado de uma multidão de pensadores, daqueles cujo espírito brilha com a maior luz”.
A cidade de Christianminster, que para ele é a Jerusalém celeste. À noite, sozinho, estuda, afincadamente, grego e latim, no seu quartinho despido de tudo – porque o seu sonho é fazer parte um dia desses espíritos brilhantes! É a Cidade cujas luzinhas via ao longe, ainda adolescente.
Mas Judas é um jovem ingénuo, inexperiente, rodeado de perigos desconhecidos.
O desconhecido é a jovem mulher vivida -que ele julga amar - e que se finge grávida, para o obrigar a casar, como reparação. Precisa dum marido que trabalhe a terra, lhe mate os bezerros para vender no mercado e a faça enriquecer depressa.

O desconhecido é também a jovem Sue que mais tarde vai encontrar, na ‘cidade das luzes’, e que o atrai. E que ama. E que não se deixa amar, amando-o, porque preza, acima de tudo, a sua liberdade e independência. A mulher que acaba por se ‘enterrar’ numa situação sem amor, numa casa sem alegria, que as trevas invadem depressa, ao fim do dia.

Ao correr das páginas, passam os anos, acontecem coisas entre incompreensão e desencontro, momentos felizes mas, sobretudo, infelicidade atrás de infelicidade. E nós seguimos, sem respirar, os acontecimentos. Adivinhando o que não queríamos adivinhar.
Sombras, trevas e luz cruzam-se na sua obra. A charneca castanha e a secura da vegetação rala e escura. Temas que se repetem, horas do dia que evocam as sombras e a escuridão, sentimentos que fazem doer.

sobre um quadro de Navarro Hogan

Em Tess (**), escreve: “As tintas meio acinzentadas do nascer do dia não são as mesmas do cair da noite, se bem que o seu grau de 'matizes' possa ser o mesmo. No crepúsculo da manhã, a luz é activa e as trevas passivas; no crepúsculo da tarde, são as trevas que se tornam activas e invasoras e a luz adormece”.

Em The Return of the Native (O Regresso do Nativo), Thomas Hardy fala da charneca que se espraia pelo horizonte visível, quando se acendem as fogueiras da festa e a escuridão da noite se aproxima, "retardando a aurora": 
A charneca (M.J.F)

 Navarro Hogan

Pela sua cor castanha, o rosto da charneca acrescentava à tarde mais meia hora de escuro; tinha também o poder de retardar a aurora, entristecer a manhã, anunciar com antecedência a ameaça da tempestade apenas iniciadas e aumentar a opacidade da meia-noite sem lua ao ponto de provocar o medo” (***)

Perguntava Camilo,"Onde está a felicidade?",  no título dum seu romance. 
"A felicidade é apenas um episódio acidental num drama feito de sofrimento.” é a resposta de Elisabeth-Jane e a de Thomas Hardy no final do romance The Master of Casterbridge.  

De facto, o autor conta o que Elisabeth-Jane, a heroína, pensa da vida:
Espantava-se com persistência do imprevisto na vida, pois ela que tinha atingido na maturidade uma paz perfeita, era a mesma a quem a juventude tinha ensinado que a felicidade é apenas um episódio acidental num drama feito de sofrimento.

Em Judas o Obscuro, são as trevas que o rodeiam sempre, encobrindo o céu e as luzes. Pobre pequeno Judas! Tanta vontade, tanto estudo, tanto sonho, tanta esperança! 
Ah! Como o destino vai ser cruel! Sim. Onde está a felicidade, Judas? Onde está a cidade das luzes?
Subindo para Jerusalém, de Reuven Rubin

(*)  "Thomas Hardy, The Time-Torn Man”, Penguin Books, London, 2006 cap. The Blighted Star, pg. 219
(**) "Tess des d’ Ubervilles", Livre de Poche, pág. 170

Regresso! Música! Com Woody Allen e os amigos!


terça-feira, 6 de junho de 2017

NOVA MENSAGEM II : E A CULTURA SEMPRE!


Houve amigos e amigas que se surpreenderam por eu ter decidido pôr o blog em repouso. Bem, Foi assim...
Sigrid Undset (Noruega)

Quereria eu um pouco de mimo? Queria! Queria que me animassem - a dizer que afinal valia a pena escrever? Que afinal tudo vale a pena seja qual for o tamanho da alma?
Pois deve ter sido isso tudo...
Seja como for, decidi voltar em breve. Agradeço à Gábi do blog 'Dona Redonda' que me disse que "até me tinha oferecido um "selinho Blog em Bom" no dia 3 deste mês (* Juntei mais uns selos de autores que os mereceram e os não tiveram..
Jane Austen (túmulo em Winchester Cathedral)
.
Cervantes (selo russo)
E agradeço aos amigos que seguem comigo 'em frente' com a utopia. E com a ideia que se deve falar e que mesmo que nos achem 'parvos' alguns, mais vale acreditar e ser parvo do que não acreditar em nada...
Blog em Bom
Continuemos, pois, amigos, com a nossa 'loucura' e aparente ingenuidade e constante crítica do cepticismo - e contra o "desconcerto deste mundo"!
(*)blogue http://falcaodejade.blogspot.pt/ "por a sua autora escrever tão bem sobre livros, escritores, arte e pessoas e me emocionar muitas vezes com os seus posts"...

segunda-feira, 5 de junho de 2017

MENSAGEM NOVA


Uma vez que não tem leitores, este blog vai 
estar em repouso um tempo indefinido. "Wish you were here". Esse era o tempo dos Pink Floyd.
"Passent les jours et passent les semaines/ni temps passé ni nos amours reviennent/sous le pont Mirabeau coule la Seine", já dizia Apollinaire.

Ninguém pode ser obrigado a ler o que não quer e, por vezes, os autores dos blogues sentem a solidão do corredor de fundo...

Todos temos direito a descansar os olhos e a cabeça. "Deixa as águas rolar", cantavam numa canção antiga, brasileira. Pois deixemos!

Bom descanso. Já nem os amigos Ratinho e Ouricinho querem aqui vir! Hoje aparecem excepcionalmente. Têm andado a apanhar sol na varanda!

domingo, 4 de junho de 2017

WOODY ALLEN: ELE E O SEU CLARINETE!

Para o Manuel, companhia destes filmes...


Estamos habituados a ouvir falar do realizador de cinema Woody Allen mas nem todos conhecem o Woody-músico-de-jazz.
Praticamente sabe-se tudo de Woody Allen, dos casamentos, das mulheres, das suas “manias” ou “fobias” – quer pelos jornais quer pelos seus filmes autobiográficos comoventes e inesquecíveis. Pouco se sabe, porém, da sua outra "música".
Woody e o seu clarinete

Woody e o seu saxofone


Desses filmes lembro o maravilhoso “Radio Days” (1987), para mim -com “Amarccord” de Fellini- um dos filmes mais ‘dolorosos’ sobre recordar a infância e adolescência. Desde o início, é a rádio desses tempos que é a "rainha": os concursos, as notícias, os folhetins!
“Radio Days”, além disso, junta um grupo de actores fora do vulgar, com figuras e pormenores maravilhosos.
A tia Bea, solteira e linda, um pouco míope, e que não consegue arranjar marido e que, de desilusão em desilusão, continua a esperar ser 'aquele', finalmente. E que, muitas vezes, leva o sobrinho, a descobrir novos mundos...

Também, figura extraordinária, a prima que canta ao espelho, "in a southamerica's way", as músicas brasileiras, então na moda,  Ai ai, ai ai é o canto do pregoneiro” e lá vem a música baiana e a figura de Carmen Miranda. 
Os pais e os tios que vivem com tantas dificuldades e se apoiam uns nos outros pois a família é o sítio mais seguro…

As festas religiosas hebraicas e o tio que vai "protestar" contra a música dos vizinhos e que "fica por lá" a comer e a beber no dia do Yom Kippur!
O pai que esconde ao filho a profissão de taxista – a única profissão que conseguira guardar, depois de anos de sonhos, de empresas falidas. E que sonha para o filho um destino diferente! Que seja um 'menino- prodígio" como aquele da rádio, matemático juvenil! Que um dia encontram por acaso no Zoo. Para mal dele...

Tudo ali passa até ao ano de 1942 que cada um festeja à sua maneira...
E Diane Keaton canta...

Um nunca acabar de sentimentos, emoções, entre o riso e as lágrimas ao canto dos olhos (ou não fosse ele um judeu, com a sua família e o mundo yiddish (*)… na saudade indelével – que o realizador-poeta nos traz ao coração. Não esquecer que “amarcord” de Federico Fellini significa: 'trazer, amando, ao coração'… Que me corrijam os meus amigos italianos. 
Woody e o seu saxofone

De seu nome verdadeiro Allan Stewart Konigsberg nasceu em 1 de Dezembro de 1935, no bairro de Brooklyn. O pai, Martin Konigsberg, foi livreiro e restaurador, filho de imigrantes judeus de origem alemã. E também taxista.
Woody Allen em 1953
É uma família judia da classe média que habita em Brooklyn onde ele nasceu e viveu até à juventude. É a sua infância em Brooklyn que revive nesse filme.
https://youtu.be/ZoAKvkwr_AU
Estudou numa escola hebraica, em língua  yiddish,  até  aos 8 anos, e ingressa na Midwood High School em Brooklyn. Desde miúdo que adorava o mundo da diversão e da música e das feiras, e era muito popular entre os colegas que lhe chamavam “Vermelho” (Red) por causa dos cabelos ruivos; aos 15, já com o nome de Woody Allen, começou a escrever para as colunas dos jornais e programas da rádio. 
Charlotte Rampling e filosofias em Stardust Memories

Frequenta, simultaneamente, o curso de Filosofia, na Universidade de New York que cedo abandona (é expulso…).
Cannes, 2002, Palme d'Or para a carreira

Dos filmes e do resto não vou falar. Deixo uns links para quem quiser saber mais. Agora queria só lembrar o músico, clarinetista e saxofonista que ele é!

O músico (**) Woody Allen vai aparecer por cá em Julho. Não o vou ver mas recordo-o.

Biografia resumida:

(**) Woody Allen é um "pro": de facto, toca clarinete todas as semanas num bar de Nova Iorque, com a sua New Orleans Band. A música preferida é o jazz que vamos encontrar em todos os seus filmes.

filmes e música

Sobre a vinda a Portugal: