
Louis Amstrong e a sua trompete
Fotografia de Ella Fitzerald, encontrada no blog "Borboletas de Jade", quando Ella, "o rouxinol", morreu. 
Há sempre um amanhã, um dia que se imagina mais luminoso, mais livre, mais azul, mais justo, mais profundo, mais de acordo com o que exigimos à vida. Que nos permita sermos "mais nós"...
Mesmo que a vida nos tenha dado já tanta coisa, queremos mais...
“Dois anos depois da experiência tentada aquando da exposição "Picasso et ses maîtres", o Grand Palais abriu as portas de "Monet : 1840-1926" durante 84 horas, sem interrupção, até amanhã segunda-feira, às 21 horas.
Houve muitos internautas que, tendo participado numa das "folles nuits" Picasso ou Monet, contaram a sensação vivida nesta experiência nocturna tão especial.”


Vamos ver os jardins das sua casa em Giverny, o lago, a ponte japonesa que tantas vezes pintou, sob luzes, climas, sóis diferentes.
fotografia a cores da ponte que existia no jardim de MonetContemplar de perto os nenúfares verdes, azuis, conforme...
a mesma ponte, pintada agora por Monet..."Impression soleil levant", por Fabienne C.
"Acordei com uma terrível cãimbra no pé. Era meia-noite. Levantei-me. Não me passava o incómodo. Deambulei pelo estúdio atravancado sem poder mexer-me.
Vesti-me e decidi sair para a rua. (...) Dou de caras com um painel luminoso, dizendo: “A exposição “Monet” esta noite tem as portas abertas”.
Cheia de frio, vou andando pelas ruas fora, e encontro, frente ao Grand Palais, um ambiente quente. As pessoas avançam tranquilamente numa fila sinuosa.
Pensei que ia ter de esperar uma hora. Uma jovem guia, oferece-me uma bebida quente e diz que talvez não seja uma, mas duas horas de espera...
À minha frente um pai de família dá uma “lição” sobre Monet ao filho adolescente, desatento, que brinca com o telemóvel.
Eu não ouço, não quero saber nada. Nesta noite, no Museu, quero estar como num sonho, avançando por impressões sucessivas.
No interior, começo a minha viagem, imediatamente.

jardins da casa de Monet, em GivernyDirijo-me à gare Saint-Lazare, entro no comboio que vai partir naquele instante, desço em Giverny, troco algumas impressões com um nenúfar, tenho uma vontade de espirrar incontrolável, em frente de uma meda de feno.


"nymphéas" ou nenúfares, pintados por Monet
Depois mais adiante, um banco em frente de uma ponte convida-me a sentar e repousar um pouco.
Cansada, deixo-me cair pesadamente em cima do banco.Fecho os olhos. Uma luz vivísima penetra através das pálpebras.
Quando os abro, descubro, no canto de um quadro, um sol vermelho a nascer!"
le soleil levant de MonetPenso que a viagem, mesmo curta e "virtual", para nós, valeu a pena...



"Clannad" é um grupo irlandês que surgiu nos anos 70, em Gweedore, no Condado Donegal, na Irlanda (não confundir com a banda desenhada japonesa do mesmo nome!).A sua música foi descrita de muitos modos diferentes: folk, new age e céltica.

Enya BrennanDeixo-vos neste domingo de reflexão, a voz maravilhosa de Moya Brennan, para descansarem neste dia ventoso, de grandes manobras!
Mais canções:
Recebi há dias (na 5ª feira passada) um prémio, um Sunshine Award, "concedido" ao meu blog, pelo blog "gialli & geografie". 
Para todos, a minha homenagem!
Junto este meu "mini-award-snoopy-para-a-Arte-em geral" - e para os blogs que vou seguindo!
Acabo, aconselhando o blog Gialli & Geografie (http://gialli-e-geografie.blogspot.com/), aos que entendem um pouco de italiano: é um blog cheio de literatura, de livrarias, de viagens -e uma boa escolha de livros policiais-, de uma jovem italiana, que escreve e fala português.
Continuando a falar de viagens e fotografias, volto atrás a um passeio a Portalegre, e Marvão, passando antes por Estremoz e pela aldeia dos Arcos.
o nosso carro a chegar aos Arcos...
o "largo" dos Arcos (não pude tirar de lá o tractor...)
pelas ruas, à procura da Adega do Sr. Gato
na rua da adega do Sr. António Gato
Mas o que me deixou encantada foi aquele ambiente quente, de simpatia, o silêncio, a penumbra. 

Imaginei também a frescura nas tardes de Verão alentejanas...
O Inverno ainda aí anda e vai durar. O que vai ser das florzinhas do limoeiro da D. Joana?

a "Casa do Castelo", no Sabugal









o tachinho de barro, já na minha cozinha, ao pé de um tabuleiro com embutidos de "amoreira" feito pelo Sr. Fonseca, em S. Tomé.
Acho que o que mais gosto de cozinhar é o arroz! (E, já agora, as massas italianas “vício” de 15 anos em Roma...)
Continuando... Foi o Sr. João, um senhor de olhar azul de grande nobreza, que me vendeu o tacho, mais uns pratinhos de Sacavém de florinhas azuis.
As casas de pedra, feitas de granito cortado em cubos, com o fumo das chaminés saindo perto das telhas.
As ruelas empedradas de casas pintadas de branco ou de pedra solta, algumas varandas ao cimo da escadaria sem protecção, tudo parece acabado de talhar na montanha.
O castelo via-se imponente, ali ao lado.
Parecia-me impossível ter à minha frente um castelo medieval, tão verdadeiro, tão bem conservado, saído quase me parecia de um filme dos Monthy Python! Ou de Sir Lancelot do Lago! E lembrei-me de pôr esta tapeçaria...

Entrei também. As escadarias de pedra, sem apoio, vendo na vertical lá em baixo, girar, vertiginosamente, o terreiro.
Mais escadas, agora de madeira, que vão subindo e girando, quase em caracol, agora com um corrimão onde me agarro com força.

Mais um lance de escadas. Quantos foram?
De repente, para sair para o exterior, tive de baixar a cabeça para não bater na pequena porta que abre na muralha.


As terrinhas em redor, em baixo, as árvores, o rio, as serranias em volta.
Sei que depois grande parte das escadas desci-as mais ou menos sentada, do que em pé, com medo das vertigens.

Regressámos à Guarda, noite entrada, acompanhados pelos amigos. O jantar fora também óptimo, para não falar da companhia.
O condutor, o amigo Romeu, guiava com cuidado nas estradas estreitas e com curvas, onde a geada da noite começava a prender.

























