quinta-feira, 26 de maio de 2011

Lembram-se de Cat stevens e do célebre álbum "Wild World"




http://youtu.be/nzWoxupWIMQ






Foi um dos grandes compositores da sua geração, Cat Stevens, começou a cantar muito cedo (aos 19 anos) e depressa se tornou um ídolo.


O início foi o álbum Mathew and Son mas a fama veio com Wild World.


Em 1977, sem ninguém esperar, converteu-se ao Islão e deixou de cantar.


Hoje – Yussuf Islam- voltou aos palcos.


Apresentou-se esta noite no Palais Omnisport de Paris Bercy.

domingo, 22 de maio de 2011

História de um ratinho chamado Poeta

Diálogo matinal comigo própria:

- Será que uma pessoa se pode afeiçoar a um bichinho?

- Claro que pode...

- E a um boneco?

- Também. As crianças fazem sempre isso...

- E uma pessoa (normal) crescida, e com idade para ter juízo, também se pode prender a um animalzinho?

- Pode, pode. Acontece...

Pois é, concluo. Foi o que me aconteceu a mim!

Comprei há tempos um ratinho, por um euro e meio, daqueles cuja compra reverte em benefício da Unicef.
Era um bonequinho de pelo branco e macio, com as patinhas e o rabo comprido de camurça cor de rosa.
Comprei-o –juro! - só para ajudar a Unicef.
E, de repente, descobri que o meu ratinho está mais dentro do meu coração do que eu julgava.
Deixou de ser um ratinho-objecto, passou a “ter vida” e chama-se mesmo já "ratinho-poeta".
Parece que este meu bichinho ganhou vida sozinho, “animou-se”!
Aparece logo assim que acordo e abro a janela. vai espreitar lá para fora as árvores e fica, com um ar nostálgico, a contemplar a paisagem.
Em que pensará o ratinho-poeta?

Quer olhar para tudo, participar, agir, meter-se na minha vida, vir beber o meu café, ler o que eu escrevo...
Adora até espreitar os livros que estou a ler...
Gosta de ser ele a escolher a chávena em que tomo o café, e, incerto, olha a ver de qual delas é que eu gosto mais. Parece perguntar-me :

"Preferes a chávena preta, ou a vermelha das bolas brancas... ou a dos coraçãozinhos?"

E eu escolho esta ou aquela, conforme o dia...

Não sei como isto aconteceu mas, sem eu dar por isso, entrou no meu dia a dia...
Às vezes vem atrás de mim para a sala e é muito capaz de subir para o computador a ver as imagens. Brinca com os objectos espalhados pelos sofás...

Já percebi que gosta de ouvir a Billie Holiday, sobretudo depois de ver que a Bilie também tinha um animal de que gostava, o Mr. Dog...
Entretém-se a ver as cambalhotas do Snoopy colado numa agenda azul que eu comprei para fazer as contas.Já pensei se não será ele que me abre as gavetas da mesinha de cabeceira e vai mexer em tudo!

Quando, de manhã, vou à procura dos óculos para ler, nunca encontro o que quero.

Pode ser um dybbuk, é certo, mas também pode ser o ratinho-poeta...Mal me distraio, já anda em cima da cómoda a mexer nas caixas dos botões, ou no meu cofre cheio de sóis e luas onde guardo alguns papéis.

Empoleira-se, espreita lá para dentro e hoje estava a cheirar os meus perfumes.
Não me importo, claro.
Ele é doce, faz-me boa companhia, ouve tudo o que digo. Até vai à caixinha dos remédios escolher os que devo tomar.
Descobri que gosta de livros policiais e vai encostar-se, com ar interessado, à capa das histórias do Dashiell Hammett ou do John Le Carré -que são os que ando a ler agora...

Talvez queira que eu lhe conte o que se passa. E queira saber a que ponto vai a história da Gail e do Perry, perdidos naquele mar de espiões russos.

Ou se o Sam Spade encontrou o culpado...
Olha com um ar curioso para a capa dos livros e espera que eu me decida qual dos dois vou ler.

Outras vezes, tira as flores da jarrinha e vem com elas ao colo para mas dar.
Já pensei se o ratinho estará apaixonado por mim...
Por vezes assusta-se com as notícias e fica preocupado, a ver a minha expressão...
Lembro-me que foi o que aconteceu quando me viu a olhar para as fotografias do Bin Laden.
Fixou-me como se tentasse perceber o que eu sentia.Penso que gosta de saber mesmo o que se passa pelo mundo pois o focinhito dele está sempre dentro dos jornais...
Os seus olhos são duas continhas pretas, expressivos, a observar tudo. Observam-me.

Fica à espera de me ouvir falar.
E eu falo com ele. Ou julgo apenas que falo com ele? Não importa. Falamos...

Quando, finalmente, depois de tomar os meus cafés, abro o livro e me ponho a ler, deita-se de barriga para o ar, a descansar.

Enternece-me.
Cativou-me? Ou cativei-o eu?

É uma grande responsabilidade isso de “cativar”, disse-me há dias o meu amigo Mr. Butterfly...

"Nobre amiga, deixo uma frase de Antoine de Saint-Exupéry em "O Pequeno Príncipe":
“Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Isto para dizer o tamanho de minha felicidade em fazer parte de seu ciclo de amizade. Namaste."

Tem razão, mas a amizade é amizade! E ter uma companhia destas logo pela manhã, vale a pena!


Vale toda a responsabilidade da responsabilidade...

Acho que o meu ratinho-poeta também sabe disso...

NOTA

Namastê ou namasté (em sânscrito: é um cumprimento ou saudação usada no Sul da Ásia. Namaskar é considerado uma forma ligeiramente mais formal, mas ambas as expressões expressam um grande sentimento de respeito.

Anat Cohen "As Rosas Não Falam" . Vai estar no Estoril Jazz Festival"

Anat Cohen Quartet (NYC Winter Jazz Festival 2011) at Le Poisson Rouge


O Festival de Jazz do Estoril começa no sábado!

O FESTIVAL DE JAZZ DO ESTORIL 2011: De 16 de Junho a 5 de Maio


O Festival abre com Jacke Walrath e será uma homenagem a Charles MIngus



O Festival Estoril Jazz que comemora os 30 anos de existência, continuando, pois, a honrosa tradição do Festival Internacional de Jazz de Cascais (1971), a primeira grande manifestação deste tipo único de música, em Portugal.



O Festival decorre entre 27 de Maio e 5 de Junho no Auditório do Casino Estoril


Abre com o concerto do trompetista Jack Walrath, em homenagem ao seu antigo companheiro de vários grupos Charles Mingus, um dos mais célebres compositores e contrabaixistas do género.

O grande Charles Mingus



Jack Walrath nos anos 70


O talento de Jack Walrath foi muitas vezes utilizado por outros grandes músicos, como Charles Mingus, ou Ray Charles, ou ainda Joe Morello, Charli Persip, Miles Davis e Quincey Jones.

Jack Walrath


Ouçam uma gravação de Charles Mingus e Jack Walrath em 1975, no Festival de Montreux (Walrath trompetista, Mingus contrabaixo :


http://youtu.be/h6GwMifbpj4

http://youtu.be/h6GwMifbpj4 A segunda noite, a 28 de Maio, está por conta do quarteto de Anat Cohen, jovem clarinetista israelita, radicada nos EUA.

Algumas interpretações de Anat Cohen




A encerrar o primeiro fim-de-semana do festival estará o quarteto liderado pela saxofonista Tia Fuller.
Ouçam a saxofonista Tia Fuller




O Festival fará um intervalo até dia 3 de Junho.


O Estoril Jazz só recomeça na sexta-feira seguinte, dia 3 de Junho, para receber a actuação “do trio de um dos mais fulgurantes pianistas nacionais - Mário Laginha”.





No dia seguinte é o pianista Hal Galper que actua com o seu trio, num concerto que terá pelo meio uma pequena conferência com o músico - que é também um professor de música!
http://youtu.be/1T4V3hd2Tw4 (esperando Chet Baker)




Esta edição comemorativa do festival encerra com a apresentação do quarteto do saxofonista Joe Lovano.

Será uma “oportunidade imperdível para admirar a calorosa entrega do grande instrumentista à sua música”.

Ouçam Joe Lovano:





NOTA:

O bilhete para o último concerto do Estoril Jazz custa 30 euros e para os restantes, 20 euros. A assinatura de seis concertos está por 60 euros.

http://destinoslusos.blogspot.com/2011/05/festival-estoril-jazz-2011-de-27-de.html

Just for fun: Alguns videos de outros conhecidos músicos de Jazz!
Woody Allen:

http://youtu.be/R0WyWphH_3Q (em 2007, no Festival do Estoril)



Anat Cohen
http://youtu.be/1YXhSKRStpM


Charles Mingus



Jack Walrath