Françoise Hardy canta a bela canção de Charles Trenet: "La Mer"
domingo, 20 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Leonardo em Londres!
Abriu no dia 9 deste mês, na National Gallery em Londres, uma exposição sobre a obra de Leonardo da Vinci.
Intitula-se “Leonardo em Londres” e vai estar aberta até dia 5 de Fevereiro de 2012.
“Cientista, engenheiro, músico e grande artista, Leonardo é o arquétipo do homem do Renascimento. Génio indiscutível, que viveu até aos 67 anos, foi também um dos mais completos autor de “inacabados” da história.
Começou projectos que nunca terminou, aceitou comissões que nunca iniciou muitos dos tratados planeados foram apenas apresentados. Só dezoito das suas pinturas sobreviveram.”
(Na revista "The Economist", de 12-18 de Novembro - artigo não assinado)
Dessas dezoito, nove vão estar expostas na célebre Galeria da Trafalgar Square.
Todas as pinturas expostas são do período em que o pintor viveu em Milão.

Há também cerca de 55 desenhos, incluindo o monumental “A Virgem com o menino, Santa Ana e João Baptista” (ver acima).
A única que não veio –diz ironicamente o autor do artigo- foi "A Última Ceia” porque foi pintada na parede.”
("A Última Ceia", fresco pintado entre 1495 e 1519)
O artista nasceu em Florença em 1452, e foi viver para Milão aos 30 anos. Morre em França, agora protegido do Rei François I, em Amboise,no ano de 1519.
“Pintor da corte de Ludovico Sforza, duque de Milão, aproveitou a imensa liberdade de que gozava para revelar ainda mais o seu génio. Ludovico Sforza, duque de Milão, foi a chave que abriu o seu génio”.
Ali vai viver dezoito anos da sua vida, a maturidade.
A Exposição apresenta-se sob um arranjo “temático”: Beleza e Amor; Carácter e Emoção; Corpo e Alma.
Continuo a ler o artigo:
“Depara-se, à entrada, ao visitante, a presença das duas “versões” da conhecida "Virgem dos Rochedos", uma que pertence à National Gallery e a outra pertencente ao Museu do Louvre. As duas estão penduradas nos dois lados opostos da ampla sala. Quanto mais se olham, mais as diferenças são evidentes (...)”.
(pintada entre 1483-1486, Museu do Louvre)
(pintada entre 1495-1508, National Gallery)
Outro dos pontos fortes da Exposição é o "Retrato de Senhora com Arminho", que representaria, segundo a história, a jovem amante do duque de Milão, a bela Cecilia Gallerani (1), com um vestido de veludo vermelho, debaixo de cujas mangas aparece um outro indumento claro.
(pintado cerca de 1489, o quadro pertence ao Museu de Cracóvia)
Igualmente, estará presente o retrato da mulher do duque Ludovico o Moro, Beatrice d' Este, pintado por Leonardo.
(Beatrice d'Este, Duquesa Sforza)
Termina citando um grande ensaísta e crítico de arte inglês do século XIX, Walter Pater, sobre a obra de Leonardo: “ a realidade que quase se aproxima da ilusão. ”
(1) A bela Cecilia deu à luz um filho seu, que foi chamado Cesare, em 3 de Maio de 1491, no mesmo ano em que Ludovico casara com Beatrice d' Este, em Janeiro.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Um poema de amor, de Eugénio de Andrade... E Chagall!
Os amantes sem dinheiro
Tinham o rosto aberto a quem passava
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão. Tinha como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados. Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos,
mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
(Eugénio de Andrade, Os amantes sem dinheiro)
Tinham o rosto aberto a quem passava
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão. Tinha como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados. Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos,
mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
(Eugénio de Andrade, Os amantes sem dinheiro)
Um poema triste de Eugénio de Andrade
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
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