Outro
romancista que “partiu”. Desta vez é a literatura policial que perdeu um dos
seus autores.
Henning
Mankell nasceu, em 1948, na Suécia e, depois dos estudos, começou por se interessar pelo teatro.
Foi romancista
e dramaturgo, com peças representadas no seu país. Mas é como escritor de livros
policiais que mais se distinguiu.
Sobretudo depois da série televisiva do Inspector
Wallander que o torna famoso na Suécia e pelo mundo fora.
Kenneth Branag, actor de teatro inglês
Estou
a ler um livro dele. O primeiro. Chama-se Un Paradis Trompeur (editions du Seuil, 2013)e passa-se em
Moçambique, num longínquo ano do início do século XX.
Como
epígrafe do livro, uma frase de Platão:
“Há três espécies de homens: os mortos, os vivos, e os que navegam
pelo mar".
A
história começa, no ano de 2002, com a descoberta de um diário, no Africa Hotel
da Beira, escondido num buraco do chão de madeira apodrecido.
“Um
certo José Paulo, celibatário, que se ocupava doa irmã e dos seus cinco filhos,
ao procurar madeira para se aquecer, encontra o luvro. Nunca se vira um Inverno
tão rude em África há anos.”
Há um nome escrito na capa do caderno encadernado
em pele negra: Hanna Lundmark, 1905.
Não se consegue decifrar o manuscrito
porque…está escrito em sueco! De facto, Hanna era sueca e vem parar da Suécia a
Moçambique, num barco, depois de várias “vidas”, por assim dizer, e de vários mares
atravessados.
Ali pára. Fica quase por acaso. E através desse diário muito se
ficará a saber desses anos terríveis e da vida que por lá viveu. Confesso que
ainda não apareceu nenhum crime. Vou continuar a ler.
Na viagem!








































