Houve
este ano um Nobel de Literatura musical: Bob Dylan. Na altura achei normal que o fosse. Não vou dizer se é justo ou injusto, simplesmente
aconteceu e não há razão para que um poeta, que canta os seus poemas, seja
afastado de um Nobel literário. Se bem que houvesse muito mais lógica em criar um Nobel para a Música.
Um músico-poeta, um poeta-músico -e por que não?
Depende da qualidade da poesia. Que, neste caso da poesia de Dylan, conheço mal. Porque quando ouvia e ouço cantar Bob Dylan ficam as canções no total e nem reparo nos
versos dele.
Robert Allen Zimmerman nasceu 24 de Maio de 1941, filho de emigrantes russos, no Minnesota. Prémio Nobel 2016, por ter criado novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana”, o que não quer dizer absolutamente nada.
Robert Allen Zimmerman nasceu 24 de Maio de 1941, filho de emigrantes russos, no Minnesota. Prémio Nobel 2016, por ter criado novos modos de expressão poética no quadro da tradição da música americana”, o que não quer dizer absolutamente nada.
Lembro Mr. Tambourin Man e a força da canção, da beleza da música e menos da letra, confesso. Canções de
intervenção? Sim, de protesto e de denúncia.
Bela a canção 'Blowin in the wind", criada nos anos 60. Os anos da marcha sobre Washington (1963), com Martin Luther King, os primeiros tempos de Bob Dylan. Quando quase improvisando, canta.
São, sobretudo, o grito do homem-poeta. E não eram assim os ‘bardos' de outros tempos?
Bela a canção 'Blowin in the wind", criada nos anos 60. Os anos da marcha sobre Washington (1963), com Martin Luther King, os primeiros tempos de Bob Dylan. Quando quase improvisando, canta.
São, sobretudo, o grito do homem-poeta. E não eram assim os ‘bardos' de outros tempos?
O bardo -poeta do Romantismo- que se lamentava -protestava- pelo seu sofrimento de amor? Sim. Mas também o seu grito de revolta.
E o ‘troubadour’ medieval o que era? Andava de corte em corte cantando não só as penas de amor, mas dando notícias, ‘contando’ também das guerras, dos sofrimentos e protestando, criticando, se bem que, indirectamente, os 'senhores', nas canções de escárnio, de bem acerba crítica. E muitos deles foram grandes poetas, hoje vivos em ‘antologias’.
E o ‘troubadour’ medieval o que era? Andava de corte em corte cantando não só as penas de amor, mas dando notícias, ‘contando’ também das guerras, dos sofrimentos e protestando, criticando, se bem que, indirectamente, os 'senhores', nas canções de escárnio, de bem acerba crítica. E muitos deles foram grandes poetas, hoje vivos em ‘antologias’.




















































