PELA UTOPIA, SEMPRE!

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Terça-feira, 6 de Março de 2012

Dois sonetos de Bocage, escolhidos por José Régio

1.

Ó retrato da Morte!

Ó retrato da Morte! Ó Noite amiga,
Por cuja escuridão suspiro há tanto!
Calada testemunha de meu pranto,
De meus desgostos secretária antiga!

Pois manda Amor que a ti somente os diga
Dá-lhes pio agasalho no teu manto;
Ouve-os, como costumas, ouve, enquanto
Dorme a cruel que a delirar me obriga.

E vós, ó cortesãos da escuridade,
Fantasmas vagos, mochos piadores,
Inimigos, como eu, da claridade!

Em bandos acudi aos meus clamores;
Quero a vossa medonha sociedade,
Quero fartar o meu coração de horrores. 




2. 


Nascemos para a amar...


Nascemos para amar: a humanidade
Vai, tarde ou cedo, aos laços de ternura. 
Tu és doce atractivo, ó formosura,
Que encanta, que seduz, que persuade.


Enleia-se por gosto a liberdade;
E, depois que a paixão na alma se apura,
Alguns, então, lhe chama desventura,
Chamam-lhe alguns, então, felicidade.


Qual se abisma nas lôbregas tristezas;
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.


Amor ou desfalece, ou pára, ou corre;
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.


in "Os mais belos sonetos de Bocage", escolhidos por José Régio, Edições Artis, 1959

Forever Young by JOAN BAEZ

Bob Dylan e Neil Young "Helpless"& "Knockin' on Heaven's Door" (1975)

Bob Dylan abre hoje exposição "L' Explosion Rock 61-66", em Paris. Saiu também em "livre de poche" a sua autobiografia: "Chroniques"!

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

“INDIGNADOS” : FILME REALIZADO POR TONY GATLIF, O REALIZADOR CIGANO DE "LATCHO DROM"


Encontrei no Nouvel Observateur da semana passada uma notícia que me passara despercebida: o filme “Indignados”, tirado da obra do mesmo nome de Stéphane Hessel, participou no Festival de Berlim, em Fevereiro.

O artigo, assinado por Anne Grignon, refere a entrevista que ela fizera a Tony Gatlif, o conhecido realizador de "Latcho Drom", "Gadjo Dilo" e outros, focando a realidade dos "Roms" através do mundo..
as actrizes Mamebeth Diallo e Isabel Vendrell Cortès

Entusiasmado com o tão falado livro de Hessel, traduzido pelo mundo fora e inspirador de movimentos de protesto –os “indignados” da Puerta del Sol, e pelo mundo-,  Gatlif, decide nesse momento  mesmo comprar os direitos do livro - para adaptação cinematográfica.

Nunca se sabe...”, pensou.

Encontro e, logo, aperto de mão com o autor, afinidades imediatas, o projecto avança. "Carta branca" é dada por Hessel ao realizador  - para tirar dali “qualquer coisa”.

Gatlif apanha o comboio para Madrid, assim que os indignados se rebelam e manifestam no centro da capital.

Nâo tem ideias definidas: quer “ver”, quer “pensar”.

Os slogans “câmara=manipulação” fazem-no compreender que não é bem vindo. Integra-se na manifestação, diz quem é e o que já fez, e cria-se a confiança. A sua obra cinematográfica é respeitada em Espanha.

“De repente, dei por mim a fazer uma reportagem... Ora não é essa a minha profissão. Procurei então um ponto de vista que não fosse o meu. Optei  pelo olhar de uma imigrada, não politizada, uma pessoa que vê e observa a Europa desagregar-se."

Escolhe para o papel uma jovem senegalesa, em situação profissional precária, com quem conversa numa esplanada  de Montreuil.
Teatro de Epidauros, Grécia

Decide situar a acção na Grécia. Betty -a personagem central do filme- vai ser uma imigrada ilegal, “desembarcada” ao acaso numa praia grega.

Uma jovem mais, da África francófona, à procura de uma vida nova, de  um trabalho que lhe permita mandar algum dinheiro aos seus e que é apanhada pelos acontecimentos dramáticos que ali se viveram – e vivem. Sem passaporte nem papéis, vai de país em país, sempre empurrada.


São verdadeiros "manifestantes" muitos dos jovens que aparecem, com quem ela se encontra, quer na Ilha de Patros, quer em Espanha, acampados de dia e de noite nas praças.

Quis fazer um filme que mostrasse o que via, sem acrescentar mais nada.”

O filme sai em sala em 7 de Março, em paris. E por cá? Gostaria muito de o ver!

Um olhar de fora. O olhar do clandestino, do que está em terra alheia, “suportado” e não amado, o estrangeiro que nunca deixará  de ser... 


Que é fechado num reduto, “fichado”, com as impressões digitais dos dez dedos - como mostra uma cena referida no artigo e filmada num “campo de retenção”, algures na nossa Europa.

Diz-nos respeito, não acham?
Temos de responder alguma coisa, não é?

É sempre o tal “méteque” que cantou Moustaki, grego ele também, e para mais judeu.
E “méteque” em grego quer dizer “estrangeiro”...


E a Utopia de não querer que o "méteque" fique sempre de fora! Essa é a nossa utopia!

O filme "Indignados" passou no dia 10 de Fevereiro no Festival de Berlim.
Da esquerda para a direita: 


Stéphane Hessel, MameBetty Honore Diallo, Toni Gatif,  eIsabel Vendrell Cortès e Wieland Speck, no "Berlinale".

Domingo, 4 de Março de 2012

As coisas da vida : ou nunca olhar para baixo...Ouvir "Looking Up" - Homenagem a Michel Petrucciani

As coisas da vida...


Estava a pensar nas coisas da vida, nos queixumes...
Pensei que, no fim e a o cabo, nos queixamos muito.

Recebi um email de uma amiga referindo um poema de Maiakovskji que, ao longo dos tempos, foi “refeito”, como faziam os maneiristas italianos, por outros escritores:  Bertold Brecht, Martin Niemöler etc.

túmulo de Maiakovski, em Moscovo 

Falava da Indiferença. Do olhar, que afastamos. Quando, distraídos connosco,  não olhamos para o que se passa à nossa volta, virados, egocentricamente, para nós, para as nossas pequeninas dores,  as angústias da manhã ao acordar desorientados, as saudades do que ficou para trás e parece irrecuperável.
Um dia será tarde de mais...

Na primeira noite
Aproximaram-se a olhar
E tiraram uma flor do nosso jardim
E não dissemos nada.
Na segunda noite, já
Não se escondem, pisam
As flores, matam o nosso cão. E
Não dizemos nada.
Até que um dia, um deles  vem e
Rouba-nos a lua e,
conhecendo o nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta
E, porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada...”

E sofremos pequeninamente - desculpem o neologismo mas em tempos de acordos ortográficos em que não se percebe  nada  -nada é impossível!- a pensar em nós e na nossa infelicidade do dia a dia.

Oh! Já não somos os mesmos, como nos doem as costas, como as pernas já não querem ir tão longe...
Oh! E o passado que nunca mais volta?...

Perdemos a cabeça  só por isso? Deixamos de pensar como gente só por isso?
Desistimos de viver só por isso? Arrumamo-nos num cantinho, a gemer, só por isso?

E então a nossa força de vontade? A velha ilusão de criar um mundo melhor? A esperança de ter coisas para escrever até ao fim da vida - e escrevê-las? Coisas para dizer, aquelas que são só "nossas", como dizia o Bashevis Singer.


Deixar-nos secar, apenas, como as árvores de Inverno, sem esperar mais nada?

                                                   árvores de Inverno, em Guildford (M.J.F.)

Acabou tudo? Resta-nos morrer como uma flor que murchou? Não queremos ter outra vez folhas, flores?
                                                    plátano na Primavera (MJF)


 Não queremos pensar que o mundo continua a girar e que nós temos uma função nele, até para o ajudar a girar melhor...
                                                                 flores na varanda (M.J.F)


Houve “talentos” que nos foram dados, talentos que  podem ir desde o fazer bem umas botas, ou cestos, ou cozinhar, a "poetar", pintar, filosofar, ensinar.


Ou, simplesmente, contemplar um pôr do sol de Outono, perto de um lago, e dizer a quem está ao nosso lado, mesmo que o não conheçamos:


Portalegre, Lago do Tarro (M.J.F)

- Olha o lago cheio de folhas douradas, tão bonito!


E alguém responder:
                                                               Portalegre, sunset, foto de J.F.


- Já viu que lindo pôr do sol!?

Pois é, nada tão útil como olhar para o lado - e ver, realmente. Não o que queremos ver – amarfanhando-nos na nossa infelicidade de seres incompreendidos - mas a realidade dos outros.


E a vontade que levou os outros a não desistir, e a criar!

Em situações bem mais difíceis do que as nossas. E não me venham com queixinhas (eu, própria, para começar).
Há um mundo lá fora ainda para descobrir! Há gente para ajudar! Há um mundo para “revolver” até ele voltar a estar direito! A solidariedade que é dar aos outros o que somos capazes de fazer...
                                                                  Graffiti, na internet

Não podemos baixar os braços. Não podemos olhar para baixo! Cada um tem o seu talento - o tal gift de que gostamos tanto!- que, segundo a Bíblia, Deus nos terá dado, ou não...


Usemo-lo pois!


"Looking Up" e não olhando para baixo... 


Desculpem a indignação matinal.

Mas estava à procura de músicas para o domingo e descobri Michel Petrucciani que já tinha ouvido tocar (no canal musical Mezzo).

Quem é Petrucciani?

Nasceu em 28 de Dezembro de 1962, em Orange, no Vaucluse, França.


Foi um pianista francês, nascido numa família ítalo-francesa, com um passado musical, que se apaixonou, um dia, em pequenino pelo Jazz, ao ouvir Duke Ellington.

O pai, Tony, tocava guitarra, um dos irmãos, Louis, baixo, e o mais novo, era um guitarrista como o pai. Tudo normal, tudo bem. Só que Michel nasceu com uma doença congénita incurável, que o impedia de crescer. A dada altura parou de crescer, ficou sempre pequenino.

Não desistiu, apesar disso, de tudo o que sonhara e queria: aprender a tocar como os grandes pianistas de Jazz.


Estudou, aprendeu música, perseverou, tocou piano com as suas mãozinhas pequeninas, e com as pernas  que não chegavam ao chão.


O tempo foi passando à volta dele e tudo mudou. Ele ficou igual.

O primeiro concerto dá-o aos 13 anos. Aos 18, faz parte de um trio. Persiste em avançar. Mais. Sempre mais.

Em 1982, vai para os USA.  Encontra o pianista Charles Lloyd que se entusiasma com ele e o anima. Ajuda-o.
Charles Lloyd e o Town Hall de N.Y.

Um dia, num concerto seu, no Town Hall de New York, Charles Lloyd entra pelo palco adentro com Michel Petrucciani nos braços e senta-o no banquinho do seu piano.

É um sucesso do qual sairá o filme “One Night with Blue Note”, filmado por John Charles Jopson (1988).
Mais tarde, toca com Dizzie Gillespie.
Dizzie Gillespie

 Confessa que  Bill Evans e Keith Jarrett o inspiravam. E é uma maravilha a tocar piano. Como eles os dois...
Bill Evans


Keith Jarrett

Morreu em 6 de Janeiro de 1999 em New York City, com 37 anos. Sem nunca ter crescido.

É um prazer ouvi-lo!

Sábado, 3 de Março de 2012

John Lurie e os "Lounge Lizards" : "The Hanging" e as pinturas do actor-cantor-pintor

Pinturas de John Lurie - que é um bom pintor!

Aldeia de Torrão, no Alentejo, onde nasceu Bernardim Ribeiro

Pobre Bernardim, se a visse agora assim "pró turista"... Onde está a "solidão" dos campos? A verdade? No entanto, as belas imagens continuam lá... Ouçam a música...

Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Livros: E os clássicos ainda se lêem hoje? A "Menina e Moça", de Bernardim Ribeiro


Muita gente talvez recorde ainda  o começo do romance.

Menina e moça me levaram de casa de meu pai para longes terras: qual fosse então a causa daquela minha levada era pequena, não na soube. Agora não lhe ponho outra, senão que já então parece havia de ser o que foi. Vivi ali tanto tempo quanto foi necessário para viver em outra parte. Muito contente fui naquela terra.”
("Menina e Moça", Colecção Clássicos Sá da Costa, 2ª edição)

Poderia ser um livro moderno que anunciasse um certo destino, a premonição de uma fatalidade e a futura tristeza desta donzela. Uma "estrela funesta", diria Camilo.

A novela tem causado muita discussão...

A autoria completa da "novela" por  parte de Bernardim Ribeiro, ou só da 1ª parte? E Cristóvão Falcão onde aparece? Terá havido "concurso de outros" a partir de certa altura do livro?

Qual a 1ª edição? a Edição de Évora? a Edição de Ferrara? 
Novela pastoril? Romance de cavalaria?

Muito se discutiu, muito se falou. Deixo de parte as discussões.

Chegam até nós as personagens, começando pela  narradora. E vem logo a senhora Aónia e Binmarder, e a história dos seus amores, ou a de Arima e Avalor - novelas dentro da novela, diriam hoje. 


Seguindo a trama incerta de uma história, contada em várias "etapas", por uma donzela que vai falando das coisas da (sua) vida e dos encontros (bons e maus) que se fazem ao longo de uma (curta) vida. Marcada pela infelicidade.


Fala-se do amor, fala-se da espiritualidade, fala-se de solidão.

E tem passagens muito belas!

Aparecem outras personagens - Belisa, Lamentor e o Cavaleiro da Ponte e prendem-nos?

Giovanni Bellini

Talvez não guardemos deles senão uma breve imagem. A imagem dos amores infelizes.
Mas não esqueceremos a "menina": os queixumes da donzela, a sua entrega na confissão da sua vida. Aos leitores. 

Escreve Mestre Aquilino (1):

 “A nosso ver, a Menina e Moça é uma especulação de paranóico, lançada corrente calamo, se não de jacto, no papel. Testemunham-no o seu estilo primário, as incoerências e tom de solilóquio lunático, arroubos líricos pueris e as infinitas variações centrifugadas (...)”

Não vou contrariar Aquilino nem discordar da sua frase “especulação de paranóico”.

Depois de se ler Dostoievsky, Gogol, Proust e, até, Camilo, penso que bom ler esses "paranóicos":  



“Meu Deus! Que paranóias geniais!

No entanto, há opiniões diversas da do grande Aquilino Ribeiro.

Lembro José Régio. Quanto ele admirava Menina e Moça que “incluía” sempre no estado de espírito do nosso “lirismo tradicional”.

Falava de subjectivismo, de uma novela psicologista, a primeira da literatura portuguesa (e não muito seguida na prosa portuguesa esta faceta psicologista).

Novela cavaleiresca, a Menina e Moça? Novela pastoril? Novela sentimental? (...) o que justifica a sua sobrevivência? (...) as qualidades do homem-artista que a escreveu; e que sobretudo a escreveu (eis coisa não difícil de sentir na leitura!) por uma imperiosa necessidade de confissão, de comunicação, de auto-consolação.” (2)


Ou António Salgado Júnior que tantas páginas e artigos dedicou à novela. 
Quantas vezes o segui na edição Textos Literários! O seu Prefácio, as suas notas, sempre esclarecedoras, bem me ajudaram a preparar as lições (*).

Edward Burne-Jones

“Poderá o leitor de hoje sorrir do aspecto metafísico deste amor, sobretudo pelos fundamentos fatalistas que apresenta e não reparar no encanto de certas subtilezas de pensamento (...) mas não poderá deixar de se impressionar com a justeza das outras observações que lhe fornecem a fundamentação psicológica, conducentes à caracterização feminista dum livro que se supõe escrito por uma mulher.”(3)

Salgado Júnior era um ensaísta-criador, no qual a claridade e a profundidade eram um prazer para quem estava a aprender...

Continuemos a ler  "Menina e Moça":

Neste monte mais alto de todos, que eu vim buscar pela suavidade diferente dos outros que nele achei, passava eu a minha vida como podia: ora em me ir pelos fundos vales que os cingem derredor, ora em me pôr do mais alto deles a olhar a terra como ia acabar no mar. Mas quando a vinha a noite, acepta a meus pensamentos, que via as aves buscarem seus pousos, umas a chamar pelas outras, parecendo que queria asssossegar a terra mesma, então, eu, triste, com os cuidados dobrados com que amanhecia, me recolhia.” (página 6)

E, um pouco mais adiante um outro texto de grande poesia. Não devemos esquecer que Bernardim era um poeta...

“Chegando à borda do rio, olhei para onde havia melhores sombras: pareceram-me que estavam além do rio. Disse então que naquilo se enxergava que era desejado tudo o que com mais trabalho se podia haver, porque não se podia ir além sem se passar a água que corria ali mansa e mais alta que na outra parte. Mas eu que sempre folguei de buscar meu dano, passei além e fui-me assentar de sob a espessa sombra de um verde freixo, que para baixo um pouco estava, e algumas ramas estendia sobre as águas.
Gustave Caillebotte

 (...)
Não tardou muito que, estando assim cuidando, sobre um verde ramo se veio pousar um rouxinol. Começou a cantar tão docemente que de todo me levou após si o meu sentido de ouvir. E ele cada vez crescia mais em seus queixumes, que parecia, que como cansado, queria acabar, senão quando tornava como que começava. Então, triste da avezinha não sei como caiu morta sobre aquela água.
(...)
O coração me doeu tanto então em ver tão depressa morto quem dantes vira estar cantando, que não pude ter as lágrimas.”

in Edição dos Clássicos Sá da Costa, 2ª edição, páginas 8 e 9.

Não quero fazer um ensaio, quis apenas dar umas "pistas" e trazer a o bichinho da  "curiosidade"...
(1)  Aquilino Ribeiro, No Prefácio da 2ª edição Sá da Costa das Obras Completas de Bernardim Ribeiro (1959),
(2)  José Régio, in “Pequeno discurso sobre a lição da menina e moça”, publicado na Estrada Larga, pg. 18-19.
(3)  António Salgado Júnior,“Os valores permanentes em Bernardim Ribeiro”, in Estrada Larga, página 13.
(4)  ESTRADA LARGA é uma “Antologia dos números especiais do Suplemento “Cultura e Arte” de “O Comércio do Porto”, organizada por Costa Barreto e publicada na Porto Editora em três grandes volumes.

(*) RIBEIRO, Bernardim — LIVRO (O) DA MENINA E MOÇA. por... (Prefácio e notas de António Salgado Júnior). Lisboa. 1938. In-8º de 69 págs. B.. Na colecção "Textos Literários".

“De Bernardim Ribeiro sabe-se apenas que era natural da vila alentejana do Torrão; que foi companheiro e íntimo de Sá de Miranda, com quem terá estado em Itália, ouvindo Vittoria Colonna; e que faleceu antes de 1554. 
Escreveu poesias que foram publicadas no Cancioneiro de Garcia de Resende.
O resto pertence à lenda – os seus amores, a sua morte, doido, no Hospital de todos os Santos, em Lisboa (Outubro de 1552).
inspirado em  Estrada Larga.

Teses sobre Bernardim Ribeiro na internet