Ofereceram-me um livro da escritora policial Tana French: “Comme deux gouttes d’eau” (The Likeness)–thriller ambientado em Dublin.
Tana nasceu nos USA, em 1973, e, desde criança, devido à profissão do pai, viveu em
múltiplos lugares, como Itália, Irlanda e na Malásia.
Malásia
É pois uma jovem escritora – mas cheia de sucesso e de Prémios.
Malásia, o lago: Nkhata Bay
É pois uma jovem escritora – mas cheia de sucesso e de Prémios.
Chama-se “In the Woods” (2007) – e os prémios indicados acima premiavam um
“primeiro romance”.
Tana French estudou no Trinity College de Dublin e dedicou-se ao teatro.
Desde 1990 que vive em Dublin.
In the Woods foi
um best seller. E o segundo livro, The Likeness (2008) – que é o que estou a ler- segue as pisadas do primeiro e é, já, um best-seller!
A personagem principal é a detective dos serviços especiais de “infiltração”,
Carrie Maddox.
Um belo dia, Carrie Maddox é lançada, pelo seu superior -a quem ela chama apenas Frank - mas com seu
consentimento absoluto, numa aventura perigosa: descobrir o assassino de si própria.
Uma jovem desconhecida foi encontrada apunhalada, numa casa abandonada a meio da floresta, e -surpresa! - "era" Alexandra (Lexie) Madison, identidade que ela, Carrie Maddox, tivera de assumir numa investigação anterior.
“Quero saber quem me apunhalou”, é o argumento de Carrie para
aceitar o trabalho proposto e o risco.
Não ela, porque estava viva, mas aquele alguém que usurpara a sua identidade
e se tornara na personagem que ela fora.
A situação é confusa e Carrie sente-se perturbada.
Por que razão alguém quis ser ela?
A situação é confusa e Carrie sente-se perturbada.
Por que razão alguém quis ser ela?
Por que fora aquela jovem escolher o seu nome, os seus papéis, a sua "vida" de uns anos? É o mistério que a atrai...
O mais espantoso é que a jovem assassinada se parece com ela como se fossem gémeas!
“Como duas gotas de água” é, de facto, o título do livro, em francês (“Comme deux gouttes d’eau”, editions Michel Lafont, colecção “Points – Thriller”, 2008). E “The
Likeness” (parecença?), o título original inglês.
Como saber quem "a" matou? O modo mais eficaz é retomar a sua antiga
identidade (a da morta...) e pôr-se na pele, real, da jovem Lexie Madison.
Fácil, fisicamente, porque se assemelham como duas gotas de água, difícil porque não é simples fazer “reviver” uma pessoa, mesmo quando essa foi a nossa identidade por uns tempos.
Fácil, fisicamente, porque se assemelham como duas gotas de água, difícil porque não é simples fazer “reviver” uma pessoa, mesmo quando essa foi a nossa identidade por uns tempos.
O risco é enorme porque, apesar de bem estudada a situação, com tempo para
“fingir” que a morta não morrera mas estava sim num estado grave, não se pode saber ser quem não se foi.
Carrie vai pois descobrir o mundo de Lexie (a outra que quis ser “ela”), a
desconhecida que aparecera morta.
Vai viver a vida dela: continuar a trabalhar na tese que a outra preparava
na Universidade de Dublin.
Vai viver onde ela vivia, na velha mansão de Whitethorn House, no meio de um
parque, nos arredores de Dublin, com quatro colegas de estdos que viviam com ela.
Vai frequentar as
pessoas que ela frequentara, decifrar o indecifrável, sabendo que uma delas pode ser o seu assassino.
“Na primeira noite, não parei de me vigiar. Tudo devia ser como estava
previsto. Parecia-me viver um daqueles sonhos em que nos encontran«mos num
romance ou num filme que amámos, entre personagens imaginárias que, de repente,
ganham corpo e falam connosco. Não me sentia uma intrusa, era a filha pródiga
que voltava ao lar.” ( pág. 156)
O suspense está criado. Agora é ler o livro! (Eu já vou a meio e não consigo parar...)
P.S. Escolhi estas pinturas de António da Cruz que "fotografei" para acentuar o mistério dos seus quadros que me parece ilustrar bem a atmosfera do livro.
P.S. 2. O quadro que a Helena Teixeira da Silva nos ofereceu sempre me atraíu e fico contente por o apresentar aqui, para que outros o vejam... É um belo quadro!
P.S. Escolhi estas pinturas de António da Cruz que "fotografei" para acentuar o mistério dos seus quadros que me parece ilustrar bem a atmosfera do livro.
P.S. 2. O quadro que a Helena Teixeira da Silva nos ofereceu sempre me atraíu e fico contente por o apresentar aqui, para que outros o vejam... É um belo quadro!
Parece bem interessante!
ResponderEliminarUm beijinho e bom domingo!